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Bolsas da Europa fecham perto da estabilidade, de olho em techs, tensões no Oriente Médio e BCE

Setores em destaque seguem movimento misto com cautela no mercado.

Estadao Conteudo 07/09/2026
Bolsas da Europa fecham perto da estabilidade, de olho em techs, tensões no Oriente Médio e BCE
Bolsas da Europa - Foto: Ilustração

As bolsas europeias operam sem direção única nesta segunda-feira, 7, e fecharam perto da estabilidade, contrabalançando o impulso do setor de tecnologia e a cautela com o avanço do petróleo Brent ao maior nível em dois meses, após renovados ataques no Oriente Médio.

O ambiente é ainda influenciado pela liquidez global reduzida, dado o feriado do Dia do Trabalho nos EUA, e pela expectativa para a decisão do Banco Central Europeu (BCE) nesta semana.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em baixa de 0,08%, aos 10.822,13 pontos. Em Frankfurt, o DAX caiu 0,25%, a 25.981,79 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,33%, a 8.306,15 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,25%, a 52.229,57 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 0,17%, a 20.017,35 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,32%, a 9.419,13 pontos. As cotações são preliminares.

Ações ligadas à cadeia de semicondutores sustentavam altas na Europa, em linha com ganhos na Ásia e com a busca por papéis expostos à inteligência artificial (IA). ASML subiu 2,25% e a ASM International saltou mais de 4% em Amsterdã, com o Stoxx 600 Technology subindo mais de 1%.

O subíndice de energia do Stoxx 600 também ganhava mais de 1% na marcação, em linha com o avanço do petróleo. Uma refinaria na Arábia Saudita foi atacada nesta segunda-feira perto da fronteira com o Iémen, segundo o Financial Times. A notícia impulsionou nova aceleração do petróleo, que já vinha apoiado pela escalada de tensões entre EUA e Irã no fim de semana e perspectivas de aperto no transporte marítimo global, agora também no Canal do Panamá.

Em Londres, a BP (+1,24%) e a Shell (+1,32%) lideraram alta, enquanto mineradoras como Fresnillo (-2,13%) e Antofagasta (-0,43%) ficaram pressionadas pelo desempenho de metais como ouro - que operaram voláteis. Ainda, os britânicos ponderam o primeiro discurso do ministro das Finanças, John Healey, focado no compromisso com a disciplina fiscal.

Em Zurique, a Novartis caiu mais de 3% após informar que um medicamento experimental não atingiu o objetivo de reduzir risco cardiovascular em estudo de fase avançada.

O PIB da zona do euro cresceu 0,6% no segundo trimestre ante o primeiro, acima do previsto. Investidores também repercutiam dados de produção industrial alemã, que recuou em julho, e os desdobramentos das eleições estaduais da Alemanha, cuja vitória do partido de extrema-direita AfD pressiona o governo de Friedrich Merz e adiciona ruído político a debates sobre reformas.

Na semana, o grande teste será a decisão de juros do BCE, com alta de 25 pontos-base amplamente esperada, mas com debate sobre o tom do comunicado em foco.

*Com informações da Dow Jones Newswires

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