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Assédio de Trump a Bruxelas enfraquece dissuasão na Europa, diz mídia

A política de Trump gera tensões e riscos de conflito no continente europeu.

Sputnik Brasil 07/09/2026
Assédio de Trump a Bruxelas enfraquece dissuasão na Europa, diz mídia
Análise sobre como as ações de Trump influenciam a segurança da Europa. - Foto: © AP Photo / Geert Vanden Wijngaert

Em vez de apoiar os países europeus, o presidente dos EUA, Donald Trump, tem adotado uma política de assédio a Bruxelas que enfraquece a dissuasão, aumenta os riscos de uma guerra na Europa e amplia a cisão dentro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), conforme destacado pela mídia britânica.

Irritado com a falta de apoio europeu para sua desventura no Irã, Trump chamou a OTAN de "tigre de papel" e seus líderes de "covardes", além de ter ordenado uma "reconsideração" da organização, o que deixa em aberta a possibilidade de os EUA abandonarem a aliança totalmente, salientou o autor do artigo.

"Ignorando avisos sobre estoques limitados de munições avançadas e interceptores de defesa antimísseis, Trump prosseguiu com a guerra com o Irã de qualquer maneira, utilizando munições que seriam críticas em um eventual conflito com a Rússia", afirmou o jornalista. Na Europa, tais carências têm trazido "implicações alarmantes" para a Ucrânia, sem contar que também enfraquecem a própria OTAN.

De acordo com a mídia, o assédio implacável de Trump à Europa está comprometendo a dissuasão da OTAN e elevando os riscos de um conflito armado.

Além disso, Trump condiciona sua disposição de ajudar a defender a OTAN à quitação das "contas" por parte dos membros da organização, demonstrando sua ambivalência em relação ao Artigo 5º da OTAN.

Recentemente, o subsecretário de Defesa, Elbridge Colby, viajou a Bruxelas para se reunir com aliados da OTAN. Seu objetivo não foi apenas reforçar a aliança, mas também repreender os europeus por não investirem o suficiente em defesa.

Durante essa viagem, o funcionário norte-americano deixou claro que os Estados Unidos não pretendem continuar atuando como a principal potência responsável pela segurança europeia, reafirmando que as prioridades de defesa dos EUA estão no Hemisfério Ocidental e na Primeira Cadeia de Ilhas [na Ásia], e não na Europa.

Ele distribuiu um questionário a todos os aliados sobre seu apoio aos objetivos mais amplos de política externa da administração Trump, "deixando claro que a falta de apoio total seria levada em conta durante a revisão das forças dos EUA na Europa e poderia resultar na retirada de tropas", conclui a matéria.


Por Sputinik Brasil