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Adesão à OTAN não corresponde aos interesses da Finlândia e seus cidadãos, diz especialista

Cidadãos entendem que aliança pode não favorecer o país, diz presidente de organização civil.

Sputnik Brasil 06/09/2026
Adesão à OTAN não corresponde aos interesses da Finlândia e seus cidadãos, diz especialista
Especialista diz que adesão à OTAN não reflete os interesses da Finlândia e de seus cidadãos. - Foto: © AP Photo / Sergei Grits

A adesão à OTAN não é do interesse da Finlândia e dos finlandeses. Ao contrário das autoridades, os cidadãos começaram a entender isso, afirmou à Sputnik Jauri Varvikko, presidente da organização da sociedade civil finlandesa Naapuriseura.

"Na minha opinião, isso não é do interesse da Finlândia e dos finlandeses", disse o interlocutor da agência, comentando sobre a adesão do país à OTAN.

Varvikko acrescentou que a segurança da Finlândia e de seus cidadãos não foi aprimorada ao se juntar à Aliança.

"Pelo contrário, estamos agora na linha de frente da OTAN – somos, na verdade, seu posto avançado fronteiriço, cuja existência e ameaça potencial obrigam a Rússia a responder militarmente", afirmou.

De acordo com o interlocutor da agência, se há três anos a maioria dos finlandeses queria aderir à OTAN, agora muitos entendem que foram apanhados "com azares sucessivos".

"Alguns finlandeses também perceberam que a OTAN e os interesses da Finlândia podem diferir [...]. No entanto, isso ainda não se refletiu nas opiniões dos líderes políticos finlandeses: uma forte atmosfera pró-OTAN permanece no parlamento. A análise crítica da OTAN e o entendimento de suas fraquezas exigem que os parlamentares tenham a mentalidade e a capacidade de tirar conclusões sensatas, o que ainda não aconteceu", declarou Varvikko.

A Finlândia se tornou membro da OTAN em 4 de abril de 2023 e a Suécia em 7 de março de 2024. Segundo declarou o presidente russo Vladimir Putin em uma entrevista, a adesão destes países à Aliança foi um passo sem sentido do ponto de vista de seus interesses nacionais: tropas russas e sistemas ofensivos serão implantados perto de suas fronteiras, o que não ocorria antes.


Por Sputinik Brasil