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Flávio chama Moraes de 'laranja podre' durante agenda no Paraná
Críticas ao ministro do STF em visita durante pré-campanha
Candidato à Presidência afirmou que ministro do STF representa uma exceção dentro da Corte e voltou a questionar sua atuação em investigações e decisões judiciais.
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chamou neste sábado (5) o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de "laranja podre" dentro da Corte. A declaração ocorreu após uma visita ao ex-assessor de Jair Bolsonaro, Filipe Martins, na Cadeia Pública Hildebrando de Souza, em Ponta Grossa (PR).
"Porque hoje Alexandre de Moraes é uma laranja podre dentro do Supremo Tribunal. Não podemos deixar que todo o tribunal seja contaminado por isso, porque a magistratura, pessoas… Não é Alexandre de Moraes. Essa não é a regra."
O senador disse ainda que Moraes não teria condições de permanecer no STF e afirmou que, caso seja eleito presidente, pretende "resgatar a credibilidade das instituições". Segundo Flávio, seu objetivo seria impedir que as decisões de um único magistrado sejam associadas à totalidade do Supremo.
Durante a declaração, o candidato também voltou a criticar a atuação de Moraes em investigações relacionadas a notícias falsas e contra adversários políticos. Flávio afirmou que o ministro teria escolhido previamente seus alvos e construído narrativas para justificar condenações.
As críticas também ocorreram no contexto das recentes revelações envolvendo Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Flávio voltou a mencionar o contrato entre o escritório da esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes, e Vorcaro e afirmou que o episódio reforçaria suas acusações contra o magistrado. "O próprio Alexandre de Moraes é flagrado editando o contrato da sua esposa com um investigado que é o Vorcaro e nada acontece com ele", afirmou.
Flávio defendeu ainda a classificação de facções como PCC, Comando Vermelho e milícias como organizações terroristas e prometeu endurecer o combate ao crime organizado. Segundo ele, a proposta é garantir maior tempo de prisão para líderes de facções e aumentar a proteção da população.
A agenda em Ponta Grossa ocorreu durante a pré-campanha presidencial de Flávio e contou também com a presença de aliados políticos no Paraná, como o candidato a governador do estado, Sergio Moro (PL).
Por Sputinik Brasil
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