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Líder conservadora britânica propõe realocar verbas sociais devido à 'ameaça russa', diz mídia
Kemi Badenoch sugere mudanças em benefícios para fortalecer gastos em defesa.
A líder do Partido Conservador do Reino Unido, Kemi Badenoch, propôs revisar os benefícios para cidadãos com deficiência e os auxílios-moradia para aumentar os gastos com defesa, conforme relatado por um jornal britânico.
O periódico destaca que Badenoch acredita que o Reino Unido pode entrar em conflito com a Rússia nos próximos anos. Segundo ela, para enfrentar a suposta agressão russa, o país deverá alcançar a meta de gastar 3% do PIB com defesa até 2030.
Para atingir esse objetivo, será necessário revisar o sistema de auxílio-moradia e revogar a isenção do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) no programa Motability, que fornece veículos para cidadãos com deficiência.
“Nos próximos quatro anos, o Reino Unido 'entrará em guerra com a maior potência nuclear do mundo' [...]. Então, como o pequeno Reino Unido intimidaria essa potência? Ela explicou que isso seria feito, principalmente, por meio da reforma dos benefícios habitacionais e da revogação da isenção de IVA no programa de veículos Motability”, ressalta a publicação, citando Badenoch.
De acordo com as estimativas de Badenoch, para cumprir suas obrigações com a defesa, o governo de Londres precisa obter mais £ 10 bilhões (R$ 69,3 bilhões) por ano.
Atualmente, a reportagem conclui que Badenoch acredita que o governo liderado pelo primeiro-ministro britânico Andy Burnham não está levando a questão a sério o suficiente.
Em junho, o Ministério das Finanças britânico considerou a possibilidade de aumentar impostos para financiar a defesa. Por sua vez, o chefe das Forças Armadas do Reino Unido, Richard Knighton, afirmou que o país enfrenta o nível mais alto de ameaças desde a Guerra Fria. Segundo ele, a Rússia está “testando e avaliando” a defesa britânica.
Em meados de agosto, um jornal britânico noticiou que as autoridades aceleraram os preparativos para a defesa civil em caso de uma grande crise, considerando as avaliações de que as ameaças russas podem aumentar nos próximos anos. Algumas medidas que antes seriam concluídas até 2035 agora devem ser implementadas até 2030.
Por Sputinik Brasil
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