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Vamos buscar o resultado primário no centro da meta, afirma ministro do Planejamento

Ministro Bruno Moretti destaca medidas para superávits futuros e controle das despesas.

Estadao Conteudo 04/09/2026
Vamos buscar o resultado primário no centro da meta, afirma ministro do Planejamento
Bruno Moretti - Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou, nesta sexta-feira, 4, que é fundamental que o governo ataque as razões do crescimento das despesas obrigatórias e que, se necessário, a equipe econômica enviará ao Congresso mais medidas para cumprir um cenário de superávits crescentes nos próximos anos em um possível novo mandato.

"Vamos buscar o resultado primário no centro da meta. Vamos conseguir dar uma demonstração forte de que esse processo é ao longo do próximo mandato, mas ele já se inicia com um esforço fiscal substantivo. Se a gente precisar tomar novas medidas relativas à desaceleração das despesas obrigatórias, certamente nós faremos as propostas ao Congresso Nacional", afirmou em entrevista ao SBT News.

Moretti reiterou que a meta é encerrar 2026 com um déficit de 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) e buscar um superávit de 0,13% do PIB em 2027.

Para ele, a grande surpresa será a volta das contas ao azul no ano que vem, mantendo as políticas públicas. Moretti destacou que a posição da equipe econômica envolve um esforço de 2 pontos percentuais (p.p.) do PIB para um possível novo mandato.

O ministro ainda comentou que o processo de consolidação fiscal inclui as emendas parlamentares, que devem seguir as regras fiscais como todas as outras despesas. Ele citou o acordo com o Supremo Tribunal Federal (STF) para que isso seja possível.

"Objetivamente, sim, nós temos essa perspectiva de incluir as emendas nesse esforço fiscal adicional que está previsto no projeto de lei de diretrizes orçamentárias para os próximos mandatos", completou o ministro.

Por fim, o ministro também disse que a equipe econômica possui um cardápio de medidas, parte já adotadas, para que se cumpra o cenário desenhado de superávit primário em 2027 e nos anos seguintes.

"Nós temos um cardápio de medidas e entendemos que é possível realizar um processo de consolidação fiscal, garantindo atendimento à população mais vulnerável e acesso a políticas públicas cruciais. A desindexação do salário mínimo não está nesse cardápio", afirmou.