Geral
Maioria das bolsas da Europa fecha em queda sob influência do payroll e dados divergentes
Mercados reagem a indicadores mistos da economia e cautela com juros e energia
As bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta sexta-feira, 4, pressionadas pelo payroll dos Estados Unidos, que apresentou resultados bem mais fortes do que o esperado, além de sinais mistos da economia regional. Enquanto o varejo da zona do euro decepcionou, as encomendas à indústria alemã surpreenderam positivamente, em meio a uma cautela persistente quanto aos juros e aos elevados preços de energia.
Em Londres, o FTSE 100 fechou estável, a 10.831,09 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,17%, a 26.048,38 pontos. Em Paris, o CAC 40 recuou 0,09%, a 8.278,77 pontos. Em Milão, o FTSE MIB cedeu 0,28%, a 52.100,43 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,25%, a 20.050,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 recuou 0,14%, a 9.388,77 pontos. As cotações são preliminares.
Após os dados divergentes da economia europeia, o BNP Paribas avalia que a persistência do conflito no Oriente Médio, a pressão dos preços de energia e a resiliência da atividade reforçam o argumento por uma alta de 25 pontos-base pelo Banco Central Europeu (BCE) na semana que vem.
Em Frankfurt, a Volkswagen saltou quase 6%, ajudando o DAX, após o conselho de supervisão aprovar um plano para dobrar os cortes de empregos, que passarão para 100 mil, e reduzir pela metade o portfólio de modelos.
Analistas do Deutsche Bank classificaram a decisão como uma "grande surpresa" e um avanço importante na reestruturação, embora tenham alertado que a execução segue sendo crucial.
Em Milão, os bancos operaram no vermelho durante a maior parte do pregão, com o Banco BPM (-1,3%) e a Banca Mediolanum (-0,63%) fechando em baixa. O Intesa Sanpaolo (-0,04%) e o Mediobanca (+0,2%) ensaiaram uma recuperação no fim da sessão.
Em Paris, a Dassault Systèmes (-0,4%) e a TotalEnergies (-2,4%) recuaram, enquanto a Legrand avançou cerca de 3,3%. Em Londres, a Experian caiu perto de 4,5%.
As mineradoras Anglo American (-0,12%) e Rio Tinto (+0,45%), que aprofundaram a queda logo após a divulgação do payroll, que pressionou a cotação de metais, conseguiram se recuperar, ao menos parcialmente, no restante das negociações.
*Com informações da Dow Jones Newswires
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