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Governo quer levar telessaúde a 100% das unidades do SUS nos próximos 4 anos, afirma Padilha

Meta de cobertura total

Estadao Conteudo 03/09/2026
Governo quer levar telessaúde a 100% das unidades do SUS nos próximos 4 anos, afirma Padilha
Alexandre Padilha, ministro da Saúde - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o Sistema Único de Saúde (SUS) deve alcançar 100% de cobertura com teleatendimento nos próximos quatro anos, destacando que o governo tem se empenhado para alcançar esse marco. Até o momento, segundo ele, mais de 80% da rede do SUS conta com essa tecnologia.

Padilha também revelou que o Ministério da Saúde já contabiliza mais de 12 milhões de teleatendimentos realizados diretamente pela Pasta, em parceria com universidades, sem levar em conta os serviços oferecidos pelos municípios.

"Estamos construindo, camada por camada, uma rede nacional de saúde digital, cujo valor real é a geração de uma base de dados clínicos brasileira inédita", enfatizou.

O ministro acrescentou que 84% das equipes de saúde da família do País utilizam o prontuário eletrônico do Ministério da Saúde. Parte dessas equipes já tem acesso a recursos de teleconsulta e teleatendimento, enquanto outras utilizam sistemas locais que também oferecem serviços de telessaúde.

Padilha informou que o governo está em diálogo com associações de farmácias e de diagnóstico para ampliar os serviços do Farmácia Popular, incluindo exames diagnósticos e teleatendimento com nutricionistas, enfermeiros e, eventualmente, médicos para pacientes com doenças crônicas, como hipertensão, diabetes e asma.

O ministro destacou ainda o uso de inteligência artificial para apoiar o monitoramento de pacientes em unidades de terapia intensiva (UTIs). Esta tecnologia poderá identificar sinais de alerta e ajudar na criação de protocolos, mas a tomada de decisão continuará a ser responsabilidade dos profissionais de saúde.

Na tarde de quinta-feira, 3, o ministro participou de um evento no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FMUSP), onde apresentou a Central de Comando das UTIs Inteligentes do SUS, que monitora em tempo real os sinais vitais dos pacientes internados em seis hospitais do Brasil que já conta com a tecnologia implementada.

A sala contará com monitoramento 24 horas e contribuirá para a geração de evidências científicas que apoiarão a ampliação de protocolos clínicos e a oferta de um cuidado cada vez mais rápido e preciso.