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Embraer e SPX unem forças para criar nova empresa de cibersegurança

Fusão terá faturamento anual de R$ 700 milhões, 900 funcionários e 600 clientes.

Estadao Conteudo 03/09/2026
Embraer e SPX unem forças para criar nova empresa de cibersegurança
Foto: © Foto / Divulgação / Embraer

A Embraer e a SPX Capital anunciaram a fusão de seus negócios de cibersegurança para formar uma nova empresa com faturamento anual de R$ 700 milhões, 900 funcionários e 600 clientes. A companhia, que ainda não possui um nome definido, surgirá da junção da Tempest Security Intelligence, pertencente à fabricante de aviões, e da Vision Cybersecurity, da gestora independente.

O negócio não envolve transação financeira, apenas troca de ações.

“Queremos consolidar a empresa no mercado brasileiro e, em seguida, expandir para a América Latina e a América do Norte”, diz André Fleury, CEO da Vision Cybersecurity, que comandará a nova companhia.

A movimentação deve ocorrer organicamente, mas aquisições não estão descartadas.

Nascida no Centro de Estudos Avançados do Recife (Cesar) em 2000, a Tempest foi comprada pela Embraer em 2020 e atende principalmente grandes clientes, com faturamento superior a R$ 1 bilhão.

A Vision, por sua vez, atua com empresas de porte médio e foi adquirida pela SPX em janeiro, proveniente de um braço da companhia capixaba ISH Tecnologia, voltado para clientes corporativos privados.

Ambas as empresas oferecem serviços similares, realizando análises de vulnerabilidade em projetos como softwares, plataformas, aplicativos, chatbots e setores industrial, incluindo os segmentos varejista e automobilístico.

Elas também operam com Centros de Operação de Segurança (SOC), uma estrutura centralizada que combina pessoas, processos e tecnologia para monitorar, detectar, analisar e responder a incidentes de segurança cibernética nas empresas.

Além disso, as companhias oferecem serviços de monitoramento externo de tendências de ataques, atuando de maneira preventiva. A proposta é intensificar a chamada resposta preemptiva, que envolve a capacidade de identificar e neutralizar ameaças antes que elas ocorram na segurança digital.

Ainda que a operação seja de fusão, a SPX se tornará a maior acionista e controladora da nova empresa, enquanto a Embraer manterá uma posição acionária significativa. Fleury assumirá a liderança e João Lins, atualmente CEO da Tempest, atuará como vice-presidente de tecnologia e inovação.

“Para a Embraer, a defesa do ciberespaço também é estratégica”, declara Lins.

A fabricante de aviões começou a investir na empresa em 2015, por meio de um fundo de investimento em inovação do qual também participava o BNDES. Essa colaboração ajudou a abrir portas para clientes no exterior, um dos principais objetivos de crescimento após a fusão.

Inicialmente, as marcas Vision e Tempest serão preservadas. As operações continuarão independentes até o fechamento da fusão, e ambas as empresas manterão suas sedes regionais, em Vitória (ES) para a Vision e em Recife (PE) para a Tempest, além de uma operação em São Paulo (SP).

O aporte de até R$ 400 milhões feito pela SPX na aquisição da Vision, em janeiro, será utilizado para integrar as companhias, além de outros investimentos iniciais.

A conclusão do negócio depende das aprovações regulatórias habituais, incluindo a autorização do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).