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De Ormuz ao Golfo do México: o que Trump já quis rebatizar e o que ele realmente conseguiu

Rebatizações e polêmicas durante o governo Trump

Estadao Conteudo 02/09/2026
De Ormuz ao Golfo do México: o que Trump já quis rebatizar e o que ele realmente conseguiu
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump - Foto: AP/Allison Robbert

A sugestão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quarta-feira, 2, para que o nome do Estreito de Ormuz seja alterado para 'Estreito Trump', é mais uma de uma lista de determinações ou insinuações do republicano para rebatizar lugares ou instituições - em referência a ele mesmo ou ao seu país.

"Agora que está sob controle dos EUA, deveríamos mudar o nome do Estreito de Ormuz para ESTREITO TRUMP??? Assim como os próprios EUA, ficaria mais 'quente' do que nunca", escreveu Trump na sua rede, a Truth Social.

Antes mesmo do fim da metade de seu segundo mandato, o republicano e seus aliados já sugeriram alterar o nome do Golfo do México para Golfo da América, o nome do Monte Denali de volta para Monte McKinley, cunhar uma moeda de US$ 1 com a imagem do presidente Trump, adicionar ilegalmente o nome de Trump ao Kennedy Center e alterar o nome do Lago Ontário para 'Lago América'.

Mudança do Lago Ontário para Lago América

No fim de agosto, Trump assinou uma ordem executiva para renomear "imediatamente" o Lago Ontário, localizado na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, para 'Lago América', em meio a uma disputa diplomática e comercial com o país vizinho.

A escolha de Trump exige uma explicação linguística. O nome oficial do país é Estados Unidos da América, como o do Brasil é República Federativa do Brasil. Mas o país é conhecido majoritariamente por seus habitantes como América. Ou seja, ao renomear o Lago, Trump faz referência aos EUA.

Agora, tanto a plataforma de mapas da Apple como a do Google mostram o Lago Ontário como 'Lago América' para os usuários norte-americanos.

Disputa sobre restauração no Kennedy Center

O governo Trump também sugeriu na semana passada que o Kennedy Center, em Washington, poderia ser demolido caso os tribunais bloqueassem os planos de reforma do centro de artes cênicas.

A advertência apareceu em uma petição do Departamento de Justiça, que se opõe aos esforços dos democratas para interromper uma reforma de dois anos e impedir que o nome de Trump seja acrescentado à fachada do edifício.

O conselho do Kennedy Center, cujos membros foram nomeados pessoalmente por Trump, votou recentemente pela colocação das palavras 'Restaurado e Renovado pelo Presidente Donald J. Trump' abaixo do nome da instituição e pela mudança do nome da área ao redor para 'Praça Presidente Donald J. Trump'.

Um juiz federal já havia determinado que o conselho não poderia fazer essa alteração e ordenou a retirada do nome de Trump da fachada, decisão da qual o governo recorreu. O caso ainda segue em disputa.

Moeda de US$ 1 com a imagem de Trump

Em outubro do ano passado, autoridades do governo americano sugeriram cunhar uma moeda de US$ 1 com a imagem de Trump para marcar o 250º aniversário da fundação dos EUA em 2026, um plano que poderia violar a lei.

Nesta terça-feira, 2, a Casa da Moeda dos Estados Unidos começou a vender a nova moeda com o rosto do republicano. É a primeira moeda em circulação no país que retrata um presidente que está vivo.

Um pacote com 25 unidades da moeda custa US$ 61, equivalente a R$ 311. Outra opção com 100 moedas está sendo vendida por US$ 154,50, próximo de R$ 789.

Alteração do nome do Monte Denali de volta para Monte McKinley

Logo após a posse para seu segundo mandato em janeiro de 2025, Trump assinou um decreto para restabelecer o nome do pico mais alto da América do Norte, Denali, no Alasca, como Monte McKinley.

O ex-presidente Barack Obama havia alterado o nome oficial para Denali em 2015, a fim de refletir as tradições dos povos indígenas do Alasca, bem como a preferência de muitos moradores do estado. Trump afirmou em seu decreto que desejava 'restabelecer o nome de um grande presidente, William McKinley, ao Monte McKinley'.

Mudança de Golfo do México para Golfo da América

No início do ano passado, o republicano também assinou uma proclamação que altera o nome do Golfo do México para 'Golfo da América'. A medida determinou mudança na nomenclatura em todos os mapas do governo, mas outros países não são obrigados a seguir a determinação.

Após a medida, o Google anunciou a mudança do nome no Google Maps para usuários nos Estados Unidos. "Temos uma prática de longa data de aplicar mudanças de nomes quando elas são atualizadas em fontes oficiais do governo", afirmou a big tech em uma de suas contas oficiais no X.