Geral
Dólar fica estável de olho em petróleo, emprego nos EUA e STF
Cenário econômico é impactado por dados do mercado de trabalho e tensões geopolíticas.
O dólar oscila perto da estabilidade ante o real na manhã desta quarta-feira, 2, enquanto os juros futuros longos recuam, acompanhando a queda dos rendimentos dos Treasuries e a desaceleração da alta da moeda americana ante pares fortes e emergentes. O movimento ocorre após o petróleo passar a cair levemente, com o Brent à casa de US$ 94 o barril, e a divulgação de dados mais fracos de emprego privado nos EUA.
Os investidores locais monitoram ainda a crise Master-STF e avaliam também a produção industrial no País. Há pouco, a moeda americana tinha alta de 0,05%, a R$ 5,1581.
O ministro André Mendonça, relator do caso Banco Master no STF, confirmou ter recebido pessoalmente o banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, no início de 2025, em reunião de 20 a 30 minutos, intermediada pelo deputado Cezinha de Madureira (PL-SP). O encontro veio a público um dia após Mendonça retirar o sigilo do relatório da PF com suspeitas de ligações impróprias entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro. Segundo Mendonça, a reunião não tratou do Banco Central, embora o Master já estivesse sob investigação, e discutiu ação sobre créditos de precatórios de interesse do Banco Master.
Na agenda, a produção industrial brasileira subiu 0,2% em julho ante junho, abaixo da mediana do mercado de +0,5%, e caiu 0,5% na comparação anual, ante expectativa de -0,1%. No acumulado do ano, avança 1,1%, próximo da projeção de 1,2%, enquanto em 12 meses sobe 0,6%, desacelerando de 0,7% até junho.
Nos EUA, o relatório ADP apontou que o setor privado no país criou 38 mil vagas em agosto, abaixo das 46,5 mil esperadas e no ritmo mais fraco desde janeiro. O dado antecede o payroll, que será divulgado na sexta-feira.
No Oriente Médio, a Arábia Saudita condenou o Irã pelo ataque ao petroleiro saudita Sidr no Estreito de Ormuz, que deixou mortos, e pelas ofensivas contra Jordânia, Bahrein e Kuwait. Riad pediu o fim da escalada e a preservação da navegação e do abastecimento global de energia.
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