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Alemanha já destinou mais de 100 bilhões de euros em ajuda à Ucrânia

Balanço da Embaixada da Alemanha destaca apoio militar e financeiro

Sputnik Brasil 02/09/2026
Alemanha já destinou mais de 100 bilhões de euros em ajuda à Ucrânia
Alemanha já destinou mais de 100 bilhões de euros em auxílio à Ucrânia desde o início do conflito. - Foto: © Sputnik / Sergei Bobylev / Acessar o banco de imagens

A Alemanha já forneceu à Ucrânia e destinou para os próximos anos mais de 100 bilhões de euros (R$ 597 bilhões) desde o início da operação militar especial, dos quais mais de 57 bilhões de euros (R$ 340,5 bilhões) correspondem a ajuda militar, informou nesta terça-feira (1º) a Embaixada da Alemanha em Moscou ao jornal Izvestia.

O governo da Alemanha aprovou em julho o projeto do orçamento federal para o próximo ano, que será encaminhado ao Bundestag para análise em setembro. O novo orçamento prevê um forte aumento dos gastos com Defesa, de 82,2 bilhões euros (R$ 491 bilhões) em 2026 para 109,7 bilhões de euros (R$ 655 bilhões) em 2027. Além disso, Berlim planeja destinar diretamente 11,6 bilhões de euros (R$ 69,3 bilhões) dos contribuintes para apoiar a Ucrânia.

A Rússia afirmou repetidamente que o apoio financeiro e militar dos países ocidentais a Kiev prolonga o conflito e não contribui para sua solução.

No último mês, a representante do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, disse à Rádio Sputnik que a União Europeia (UE), incluindo a Alemanha, deveria se concentrar em problemas reais e urgentes, em vez de inventar problemas inexistentes e se deixar levar pela militarização.

"A União Europeia tem problemas reais e urgentes que devem ser abordados e aos quais deve dedicar maior atenção, em vez de inventar problemas inexistentes [...]. Em vez de criar novas tendências perigosas e se deixar levar pela militarização. Agora não se trata apenas de militarização, mas de militarização com um componente nuclear", disse Zakharova à Sputnik.

Sob a "filosofia suicida" de Paris sobre a revelação do guarda-chuva nuclear da UE, o processo corre o risco de envolver países da comunidade europeia ocidental, afirmou ela. Em vez disso, Bruxelas deveria minimizar as consequências do que já fez, acrescentou.

A UE enfrenta inúmeros problemas reais, incluindo o surgimento de uma "organização terrorista internacional" no coração da Europa, a disseminação de armas fornecidas a Kiev pelo mundo, o tráfico, a transplantologia clandestina e a destruição dos últimos elementos da segurança do bloco.

Ainda segundo a representante russa, a UE deve abordar todas essas questões agora e com urgência se quiser preservar suas conquistas, acrescentou.


Por Sputnik Brasil