Geral
Bolsas da Europa firmam queda com tensões geopolíticas e escalada dos yields
Mercados refletem insegurança econômica e aumento dos preços do petróleo
As bolsas europeias operam em queda, com perdas de cerca de 1% em Frankfurt e Milão, neste primeiro dia de setembro. A aceleração da alta do petróleo pesa no humor amplo, turvando o custo de países endividados e a perspectiva inflacionária, o que ficou evidente no índice de inflação da zona do euro, ainda mais distante da meta do Banco Central Europeu.
Por volta das 7h22 (de Brasília), o índice pan-europeu Stoxx 600 cedia 0,78%, para 646,07 pontos. No mesmo horário, a Bolsa de Londres recuava 0,8%, na volta do feriado bancário. Em Frankfurt, o recuo era de 0,9%. A Bolsa de Paris perdia 0,23% e a de Milão tinha baixa de 1%. Madri recuava 1% e Lisboa subia 0,49%.
Os contratos futuros do petróleo WTI avançavam 2,33%, impulsionados por tensões no Oriente Médio e níveis baixos das reservas americanas da commodity.
Os preços da energia aceleraram a alta a 14,3% em agosto na zona do euro, ante 10,3% em julho, de acordo com a Eurostat. O aumento foi o grande vilão da inflação ao consumidor, que subiu ainda mais no mês passado para um nível cada vez mais distante da meta do Banco Central Europeu.
Ações do setor de energia seguiam em alta, como a EDP e Galp, que avançavam 1,3% e 0,98%, respectivamente, em Lisboa. A Repsol, que subia 1,65%, era destaque em Madri, e a TotalEnergies avançava 1,4% em Paris.
Na Suíça, as ações do UBS cediam 2,4% mesmo após parlamentares suíços defenderem uma regulação mais branda para o banco. Parlamentares suíços decidiram na segunda-feira (31) que o UBS deve apoiar suas subsidiárias estrangeiras com 50% em capital Common Equity Tier 1, a forma de capital bancário de mais alta qualidade, em um revés para o governo, que buscava 100% de apoio CET1, segundo a Reuters.
Em Londres, as ações da WPP cediam 2,4% após o Financial Times informar que o grupo publicitário pretende demitir cerca de mil pessoas até o fim do ano como parte de seus esforços de reestruturação. O plano contempla ainda desinvestimentos em negócios periféricos e devolução de espaços em escritórios não ocupados.
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