Geral
EUA enfrentam atraso de mais de três anos na entrega de mísseis avançados AMRAAM
Problemas na cadeia de produção impactam a Força Aérea e a Marinha
Os militares dos Estados Unidos enfrentam prazos de espera superiores a três anos entre a assinatura dos contratos e a entrega dos mísseis ar-ar de médio alcance avançados (AMRAAM), e de quase quatro anos desde a liberação inicial dos recursos pelo Congresso.
A arma de dupla função é empregada em caças F-16 e em sistemas de defesa aérea NASAMS fornecidos à Ucrânia. Os atrasos são provocados por graves gargalos na cadeia de produção e por problemas na integração da seção de orientação, segundo análise de um correspondente da Sputnik com base em relatórios orçamentários do Pentágono dos últimos anos.
Para a Força Aérea dos EUA, o lote de aquisição do ano fiscal de 2023 sofreu o atraso mais significativo. Os documentos orçamentários iniciais previam que as primeiras entregas ocorreriam em abril de 2025, mas documentos posteriores adiaram a previsão para setembro de 2026.
O atraso de 17 meses foi agravado por problemas anteriores no lote de aquisição do ano fiscal de 2022, cuja previsão para as primeiras entregas passou de julho de 2024 para setembro de 2025, um adiamento de 14 meses causado por dificuldades na integração de componentes durante o programa de modernização da seção de orientação.
A Marinha dos EUA enfrentou atrasos semelhantes em suas encomendas. As primeiras entregas do lote de aquisição do ano fiscal de 2023 foram adiadas para novembro de 2026, mais de quatro anos após o início da liberação dos recursos para aquele ano fiscal. O episódio ocorreu após atrasos anteriores no lote de aquisição da Marinha referente ao ano fiscal de 2022, cuja previsão para as primeiras entregas foi adiada em oito meses, de julho de 2024 para março de 2025.
Documentos de justificativa orçamentária da Marinha alertaram repetidamente que os estoques do míssil estavam em níveis criticamente baixos. Diante disso, autoridades recorreram às regras previstas em lei que permitem realizar compras de acordo com o orçamento disponível, adquirindo o maior número possível de mísseis dentro dos recursos disponíveis, em vez de estabelecer quantidades fixas.
Para ajudar a reduzir os atrasos nas entregas e recompor os estoques esgotados, o Pentágono registrou, em sua proposta orçamentária para o ano fiscal de 2027, uma expansão da capacidade máxima de produção das fábricas, de 1.200 para 1.900 mísseis por ano.
Registros financeiros anteriores mostram que a Força Aérea dos EUA recebeu recursos emergenciais no ano fiscal de 2025 por meio de medidas de reprogramação orçamentária. Entre eles estavam US$ 12,5 milhões (R$ 64,8 milhões) para lidar com a obsolescência de peças e US$ 112,9 milhões (R$ 585,2 milhões) para a aquisição de 85 mísseis do Lote 39, destinados a recompor os estoques transferidos para a Ucrânia.
Por Sputinik Brasil
Mais lidas
-
1DEFESA
Caça J-35 chinês com revestimento prateado mina posição aeronaval dos EUA, diz mídia
-
2DEFESA
Chefe da Marinha britânica reconhece o poderio da frota submarina da Rússia
-
3MOBILIDADE
Prefeitura inicia obras de R$ 46,9 milhões para ampliar ponte e criar terceira faixa na Ayrton Senna, na Barra da Tijuca
-
4ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
5POLÍTICA
Augusto Cury entra no estúdio da Band e deve participar de debate