Geral
Estudo aponta relação entre risco genético e evolução da depressão
Identificação precoce pode ajudar no tratamento
Uma ferramenta de mapeamento genético pode ajudar a identificar, desde a infância, a predisposição à depressão e indicar como os sintomas podem evoluir ao longo dos anos. A conclusão é de um estudo que acompanhou mais de 2 mil crianças e jovens de São Paulo e Porto Alegre.
Publicado na revista científica Biological Psychiatry, o trabalho aponta que pessoas com maior pontuação em um escore genético associado à depressão tendem a apresentar uma progressão mais rápida dos sintomas. Entre jovens já diagnosticados com transtorno depressivo maior (TDM), o maior risco genético também esteve relacionado a uma maior ocorrência de autolesão não suicida.
Os pesquisadores destacam que o estudo foi realizado com uma população brasileira, caracterizada por alta miscigenação genética. Segundo a equipe, porém, os fatores genéticos não são suficientes para prever individualmente a evolução da doença. Para aumentar a precisão das avaliações no futuro, os dados genéticos deverão ser combinados com informações clínicas e fatores ambientais de cada paciente.
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