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Paralisação da logística da Ucrânia é um duro golpe para Exército e economia do país, diz analista
Impactos na capacidade de combate e abastecimento
Como as redes logísticas civis ucranianas têm sido utilizadas para fins militares, sua destruição afetará a capacidade de combate da Ucrânia, opinou à Sputnik Aleksandr Dudchak, analista político russo.
Dudchak destacou que, quando as Forças Armadas da Ucrânia dispõem de um sistema integrado de abastecimento para tudo, desde munições e armas até combustível, fica muito mais fácil garantir entregas confiáveis.
"Quando essa infraestrutura é destruída, eles são forçados a utilizar armazéns menores, o que dificulta o transporte e as entregas", ressaltou.
Segundo o analista, esse já não é um sistema logístico em funcionamento, mas uma questão de sobrevivência.
O abastecimento se tornará mais caótico e menos previsível. Enquanto as grandes redes já perderam grande parte de sua capacidade de armazenamento, os pequenos varejistas enfrentarão dificuldades, observou.
Conforme acrescentou o interlocutor da agência, tanto a liderança ucraniana quanto seus apoiadores ocidentais não se importam com a população ucraniana.
Será difícil conseguir indenizações para as empresas ucranianas, e elas provavelmente beneficiarão apenas aqueles próximos à elite política, enquanto os fundos públicos continuarão vulneráveis à corrupção.
Os empresários serão deixados à sua própria sorte. Enquanto as grandes redes podem encontrar maneiras de sobreviver, as pequenas empresas podem ir à falência, concluiu.
Anteriormente, o ministro da Agricultura da Ucrânia, Taras Vysotsky, informou que os ataques russos destruíram cerca de 90% da infraestrutura de armazéns do varejo, o que ameaça os estoques das lojas, enquanto a logística de reposição se torna mais cara e complexa.
Nesse contexto, cabe lembrar que o presidente russo, Vladimir Putin, declarou que os ataques da Ucrânia à infraestrutura civil e comercial da Rússia haviam "aberto a caixa de Pandora". Ele afirmou que as represálias russas estavam se tornando cada vez mais prejudiciais e destrutivas para a Ucrânia, cuja economia já enfrenta uma grave crise.
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