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Dino defende revisão do papel do Judiciário, mas diz que STF não deve ceder a pressões
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (28), em Salvador, que a atual influência do Judiciário sobre a política brasileira precisa ser revista. Durante palestra na Universidade Federal da Bahia (UFBA), Dino classificou como "ultraprotagonismo" a posição assumida pelo Judiciário nos últimos anos e disse que esse cenário não é desejável.
"É verdade que nós temos um ultraprotagonismo do Judiciário. E é verdade que isso não é desejável", afirmou. Apesar da avaliação, o ministro defendeu que o STF mantenha sua atuação na defesa de direitos fundamentais, mesmo diante de pressões externas. Para Dino, o desafio é encontrar um novo equilíbrio para a participação do Judiciário na vida política sem enfraquecer os princípios do Estado Democrático de Direito.
"O Supremo não deve ficar no centro da praça [dos Três Poderes], mas também não pode sair correndo da praça, como se tivesse em fuga, acossado, com medo de quem se sente contrariado por decisões. Se o Supremo sai correndo, não fica nada hoje lá para poder garantir o cumprimento da Constituição", afirmou.
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