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Marinha dos EUA enfrenta grave crise orçamentária devido ao conflito no Irã, diz mídia
Operações militares esgotam recursos destinados a salários.
A operação militar dos Estados Unidos contra o Irã desencadeou uma grave crise financeira nas Forças Armadas norte-americanas, o que obrigou a liderança da Marinha a redirecionar recursos originalmente destinados ao pagamento de salários para cobrir despesas relacionadas às operações de combate.
A informação foi divulgada pelo jornal The Guardian nesta quinta-feira (27), citando documentos internos do Pentágono. Segundo a reportagem, as operações militares e a manutenção do bloqueio naval esgotaram os estoques de munição e deixaram a Marinha dos EUA perto de ficar sem os recursos disponíveis.
"O dinheiro para a folha de pagamento […] foi retirado para pagar operações de emergência no exterior e está sendo reposto com dinheiro que ainda não foi gasto. Estão repondo o dinheiro da folha de pagamento para que recebamos o suficiente em nossos salários", afirmou um funcionário da Marinha dos EUA citado pelo jornal.
A publicação acrescentou que o orçamento de aproximadamente US$ 300 bilhões (R$ 1,5 trilhão) da Marinha para 2026 não incluía os custos da operação contra Teerã. Ao mesmo tempo, são baixas as chances de o Congresso aprovar o pacote de financiamento emergencial de US$ 67 bilhões (R$ 345 bilhões) solicitado pela Casa Branca.
Em abril, um relatório revelou que os Estados Unidos corriam o risco de enfrentar uma escassez crítica de mísseis guiados de precisão em futuros confrontos de grande escala, devido ao esgotamento de seus estoques.
Aliado a isso, a Câmara dos Representantes dos EUA aprovou no fim de julho um projeto de lei de defesa de US$ 1,15 trilhão (cerca de R$ 5,9 trilhões). Desse total, US$ 95 bilhões (R$ 490 bilhões) serviriam para financiar a guerra contra o Irã.
O conflito com o país persa, iniciado em fevereiro, já custou US$ 37,5 bilhões (R$ 193 bilhões) aos cofres públicos dos EUA, segundo o secretário de Defesa, Pete Hegseth.
Democratas criticaram o presidente Donald Trump por apoiar operações israelenses sem a aprovação do Congresso e se opuseram a disposições que aprofundariam a cooperação de defesa entre Tel Aviv e Washington.
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