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Chinesa BAIC chega ao Brasil com plano de produção local e meta de entrar no Top 5

Montadora abrirá 50 concessionárias a cada seis meses e lançará novos modelos elétricos.

Estadao Conteudo 27/08/2026
Chinesa BAIC chega ao Brasil com plano de produção local e meta de entrar no Top 5
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: OpenAI (GPT Image)

A montadora chinesa BAIC está desembarcando no Brasil com plano de produção local, abrindo de 50 lojas a cada seis meses e meta de ocupar uma posição entre as cinco maiores marcas do País, onde o grupo quer ter a maior operação fora da China. O lançamento do primeiro modelo - o Arcfox T1 , um hatch compacto elétrico - está previsto para novembro em 50 vendas.

Depois disso, veio o Arcfox T5 , ​​um utilitário esportivo, também elétrico, seguido pela expansão da rede de distribuição para 150 pontos de venda até o fim do ano que vem. Os detalhes do projeto foram divulgados nesta quinta-feira, 27, durante o Festival Interlagos, onde os dois modelos estão expostos. Os preços, porém, só serão divulgados no lançamento.

Embora seja uma estreia com crossovers 100% elétricos, a BAIC pretende trazer ao Brasil um portfólio exclusivo, com carros de outras categorias e tipos de motorização, como híbridos e a combustão. O plano prevê o lançamento de um modelo a cada três meses. O objetivo declarado é entrar no ranking das dez marcas mais vendidas no Brasil até 2028, quando a montadora pretende já ter dez produtos no País e a produção local de alguns deles.

Em uma segunda etapa, o grupo distribuído como meta, até 2030, estará entre os cinco maiores, o que, considerando o ranking do ano passado - quando a Toyota ocupou a quinta colocação - pressupõe a venda de mais de 170 mil carros, cerca de 7% do mercado.

Presente em mais de 130 países, incluindo a Argentina, e com vendas de 1,75 milhão de veículos no ano passado, a BAIC espera ter no Brasil sua maior operação fora da China. Segundo Oswaldo Ramos , diretor de operações da BAIC no Brasil, a empresa estuda três opções no plano de produção: construir uma fábrica totalmente nova, no chamado projeto greenfield; adquirir uma fábrica; ou alugar o espaço de alguma montada já instalada.

“Quando assinei o contrato para a posição de chefe de operações, a primeira coisa que me perguntaram foi sobre o plano de fabricação. A equipe de produção já veio ao Brasil para visitar terrenos”, conta Ramos , que, antes de se tornar executivo da montadora, prestou serviços de consultoria para a BAIC. Ele também liderou o lançamento da GWM no Brasil.

O executivo garante que a decisão de produzir no Brasil está tomada, independentemente do resultado das eleições e da política industrial a partir do ano que vem. “Não há menor dúvida de investimento. O mercado brasileiro é o sexto maior do mundo, e temos uma linha de produtos que se encaixam muito bem”, afirma Ramos .

O diretor de operações afirma que o plano é importar peças, e não apenas finalizar a produção de carros que chegam ao Brasil parcialmente montados. "Não vai ser um processo de importação em kits CKD e SKD. Vamos importar, no processo peça a peça, os componentes que não têm similar nacional e ter uma curva rápida de nacionalização dos componentes que têm disponibilidade no Brasil", adianta Ramos .