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Líbano insiste que embaixador designado pelo Irã cumpra ordem de deixar o país

Tensão diplomática em meio a crises regionais

Estadao Conteudo 21/08/2026
Líbano insiste que embaixador designado pelo Irã cumpra ordem de deixar o país
Líbano insiste que embaixador designado pelo Irã cumpra ordem de deixar o país - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O ministro das Relações Exteriores do Líbano, Youssef Rajji, afirmou nesta sexta-feira, 21, que o embaixador designado do Irã, Mohammad Reza Rauf Sheibani, deve deixar o país, uma vez que sua permanência contínua violaria uma decisão soberana libanesa, segundo a mídia local.

Conforme a Iran Wire, Sheibani foi declarado persona non grata por Beirute em março deste ano, pouco após o início da guerra entre os EUA, Israel e Irã. O governo libanês revogou suas credenciais e fixou uma data para sua partida, mas o Ministério das Relações Exteriores iraniano declarou que Sheibani permanecerá no cargo e no país, desconsiderando a ordem.

Rajji enfatizou que, uma vez que o diplomata é declarado persona non grata, qualquer visto, permissão de entrada ou autorização de residência emitidos anteriormente não têm mais validade legal para sua permanência. O ministro acrescentou que qualquer discussão sobre a renovação do visto de Sheibani é legalmente inválida e que a decisão de sua saída é final e executável.

O visto de Sheibani expira em 24 de agosto, de acordo com informações da Iran International.

A tensão entre os países ocorre em meio à guerra no Oriente Médio, enquanto o Líbano enfrenta ataques israelenses no sul do país e graves consequências econômicas. O Banco Mundial prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) libanês encolherá 6,4% em 2026, conforme relatório publicado hoje.

A destruição causada pela guerra, que começou em março, e a queda acentuada no turismo reverteram o crescimento de 4,2% registrado em 2025 na economia do Líbano, conforme afirmou a organização.

O Banco Mundial também estima um aumento acentuado na inflação, motivado por interrupções no fornecimento, custos de transporte mais elevados e aumento nos preços do petróleo, o que reduzirá ainda mais o poder de compra dos libaneses.

A economia do Líbano está em crise desde o colapso bancário de 2019.

*Com informações da Associated Press