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Bolsas europeias fecham em alta com PMIs e atenção ao Oriente Médio

Melhora da atividade econômica impulsiona mercados, mas tensões globais ainda são monitoradas.

Estadao Conteudo 21/08/2026
Bolsas europeias fecham em alta com PMIs e atenção ao Oriente Médio
Bolsas europeias - Foto: Reprodução

As bolsas europeias fecharam em alta nesta sexta-feira, 21, sustentadas pela melhora inesperada da atividade econômica na zona do euro e no Reino Unido, mas com o olhar ainda atento aos desdobramentos do Oriente Médio e aos preços do petróleo.

Em Londres, o FTSE 100 fechou com alta de 0,64%, a 10.816,56 pontos. Em Frankfurt, o DAX ganhou 0,56%, a 26.128,55 pontos. Em Paris, o CAC 40 avançou 0,37%, a 8.484,43 pontos. Em Milão, o FTSE MIB fechou estável, a 52.668,04 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,73%, a 19.962,52 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 ganhou 0,78%, a 9.354,78 pontos. As cotações são preliminares.

O subíndice do Stoxx 600 de tecnologia recuperou espaço e subiu 0,61%, enquanto o setor europeu de mineração avançou 2,39%, impulsionado pelo ouro - que caminha para alta de cerca de 4% na semana - e pelo cobre. As britânicas Anglo American e Rio Tinto ganharam 2,82% e 2,02%, respectivamente.

O banco Monte dei Paschi di Siena (-1,77%) lançou ofertas de aquisição integralmente em ações por suas concorrentes italianas Banco BPM (-0,48%) e Banca Generali (-2,05%), em uma operação avaliada em 34,02 bilhões de euros, enquanto tenta se defender de uma investida da Intesa Sanpaolo, que caiu 0,68% na sessão.

Na agenda econômica, o PMI composto da zona do euro e do Reino Unido contrariaram previsões de queda e sinalizaram uma expansão mais forte da atividade econômica. Na Alemanha, por outro lado, o indicador caiu. Para o Berenberg, a atividade forte e a queda da inflação reduzem a necessidade de alta de juros do Banco Central Europeu (BCE), enquanto a Capital Economics aponta que os índices de custos e de preços cobrados do Reino Unido voltaram a subir, reabrindo alerta para a inflação.

Segundo o dirigente Martins Kazaks, o BCE está bem posicionado caso seja necessária uma nova ação para devolver a inflação à meta, que, a partir do nível atual, está "um tanto desconfortável".