Geral
Brasil e México ampliam diálogo sobre o setor aeroportuário
Ministro Tomé Franca recebeu o embaixador mexicano e representantes da ASUR, grupo que está em processo de entrada no mercado brasileiro
O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, recebeu nesta quinta-feira (20), em Brasília, o embaixador do México no Brasil, Carlos García, acompanhado de representantes do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR). O encontro contou também com a participação do diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein, e marcou a primeira visita oficial da delegação da empresa ao ministro.
A ASUR é um grupo aeroportuário mexicano com atuação internacional e presença em 17 aeroportos no México, na Colômbia e em Porto Rico. No Brasil, a empresa está em processo de transferência de controle da plataforma aeroportuária da Motiva, que reúne 17 aeroportos no país, nos estados do Paraná, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Maranhão, Tocantins, Pernambuco e Piauí.
A presença da empresa no mercado brasileiro representa a entrada de um novo operador internacional no setor aeroportuário do país.
Tomé Franca destacou os 15 anos da primeira concessão aeroportuária realizada no país e a importância da participação privada no desenvolvimento do setor. “Neste mês de agosto, celebramos os 15 anos do primeiro contrato de concessão aeroportuária assinado no Brasil. Investir em aeroportos no país é um bom negócio, e temos trabalhado para que esse ambiente seja cada vez mais favorável, de forma a atrair novos investidores e ampliar os investimentos no setor”, afirmou.
O embaixador Carlos García ressaltou que a aproximação entre Brasil e México no setor aeroportuário deve ser vista como uma iniciativa de longo prazo. “Esta visita se dá em um momento importante, pois esta é uma iniciativa de longo prazo. É um projeto de Estado, não apenas de governo, porque implica a conexão entre diferentes países”, disse.
Atuação internacional
No México, a ASUR administra nove aeroportos, entre eles o Aeroporto Internacional de Cancún, além de manter operações em seis aeroportos na Colômbia e no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, em San Juan, Porto Rico.
A transferência de controle está sujeita às regras previstas nos contratos de concessão e à atuação dos órgãos competentes. Em junho, a diretoria colegiada da Anac aprovou por unanimidade a anuência prévia para a operação, após análise dos requisitos jurídicos, técnicos e fiscais aplicáveis. Segundo a agência, a transferência para a ASUR não compromete a continuidade, a regularidade ou a qualidade dos serviços aeroportuários concedidos.
Relação Brasil--México
A reunião também ocorreu no contexto da ampliação das relações entre Brasil e México no setor aéreo. Os dois países mantêm conexões regulares e, ao longo do ano passado, foram movimentados 346 mil passageiros, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Participaram da reunião, pelo grupo ASUR, o CEO Adolfo Castro Rivas, o primeiro secretário, Andrés Dario Galván, e o representante da ASUR Brasil, José Martinez. Também esteve presente o secretário de Aviação Civil, Daniel Longo.
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