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MPE pede suspensão imediata da campanha de Pablo Marçal e rejeição de candidatura à Presidência

Alegações do Ministério Público Eleitoral afirmam que Marçal não cumpriu exigências partidárias.

Sputnik Brasil 19/08/2026
MPE pede suspensão imediata da campanha de Pablo Marçal e rejeição de candidatura à Presidência
Pablo Marçal - Foto: © Foto / Pablo Marçal / Instagram via Agência Brasil

O Ministério Público Eleitoral (MPE) busca impedir que Pablo Marçal (PRTB) realize campanha para a Presidência da República enquanto o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) analisa o registro de sua candidatura.

Em manifestação apresentada à Corte, o órgão solicitou uma decisão provisória para barrar a propaganda eleitoral, o acesso a recursos públicos e a participação no horário gratuito de rádio e televisão, além de defender o indeferimento definitivo do registro.

A principal alegação do MPE é que Marçal não demonstrou ter cumprido a exigência de filiação partidária dentro do prazo estipulado para as eleições de 2026. O empresário estava vinculado ao União Brasil em abril, conforme informado pelo órgão, período que coincide com o término do prazo legal para que os candidatos estivessem filiados às legendas pelas quais disputariam o pleito.

O PRTB apresentou o pedido de registro da candidatura no último sábado (15), após a Justiça Eleitoral autorizar a filiação de Marçal à legenda. Essa solicitação ainda será analisada pelo TSE, que deve decidir se o empresário atende às condições para disputar a Presidência.

Para o Ministério Público, a falta de comprovação da filiação dentro do prazo legal já é motivo suficiente para impedir o registro da candidatura. "É inequívoco que o registro da candidatura de Pablo Henrique Costa Marçal [...] deve ser indeferido", afirma o documento.

Além da questão partidária, o MPE indica outro obstáculo: Marçal permanece inelegível por oito anos devido a uma condenação eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) confirmou a punição em 5 de agosto, ao rejeitar por unanimidade os embargos apresentados pela defesa.

A condenação está relacionada ao uso indevido dos meios de comunicação durante a eleição de 2024 para a Prefeitura de São Paulo. Segundo a decisão, Marçal promoveu concursos com distribuição de prêmios para estimular a produção e a divulgação em massa de conteúdo eleitoral na internet.