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Lula sobre Margem Equatorial: O que está em jogo são interesses do Brasil e da Petrobras
Presidente destaca implicações geopolíticas e ambientais na exploração de petróleo.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reforçou o argumento de que a confirmação de petróleo na Margem Equatorial brasileira tem implicações geopolíticas. "O que está em jogo são interesses do Brasil e da Petrobras", declarou em pronunciamento no Amapá. Ele visitou nesta segunda-feira, 17, o navio-sonda da companhia na região.
"Todo mundo aqui sabe a polêmica da Margem Equatorial. Eu pensei que a gente tinha que derrubar uma árvore para a gente poder ter a Petrobras. Eu fico sabendo que a distância é mais de 500 quilômetros da Foz do Amazonas", disse Lula.
Essa informação sobre a distância de 500 quilômetros é reforçada pelo governo na tentativa de distanciar a exploração de petróleo da Foz do Amazonas - que é uma região de alta sensibilidade ambiental.
No discurso desta segunda-feira, Lula disse ter defendido o anúncio da prospecção na Margem Equatorial antes da 30ª Conferência das Partes da ONU sobre Mudança do Clima (COP 30), que ocorreu em novembro de 2025, em Belém, no Pará. Ele relatou que países europeus ficariam "chateados" com o anúncio, com o argumento da incompatibilidade com a pauta ambiental.
"Não estou negando minha luta para que um dia a gente não precise de combustível fóssil", afirmou o presidente. Para ele, a Margem Equatorial é "um passaporte para o futuro desse país".
Lula também disse que "valeu a pena" colocar Magda Chambriard na presidência da Petrobras.
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