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Caso Sargento Alessandro: ré vai a júri popular por morte de militar em Alagoas

Acusada de homicídio qualificado, Josefa Cícera alega legítima defesa; Ministério Público rebate versão com base em laudos periciais de disparo à distância

Redação 06/08/2026
Caso Sargento Alessandro: ré vai a júri popular por morte de militar em Alagoas
Teve início às 8h o julgamento popular de Josefa Cícera Nunes Flores, acusada do assassinato do companheiro, o sargento da Polícia Militar Alessandro Fábio da Silva - Foto: Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial

Teve início às 8h desta manhã o julgamento popular de Josefa Cícera Nunes Flores, acusada do assassinato de seu companheiro, o sargento da Polícia Militar Alessandro Fábio da Silva, de 53 anos. A sessão ocorre no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, localizado no bairro do Barro Duro, na capital alagoana.

A acusação está a cargo do promotor de Justiça Antônio Vilas Boas, do Ministério Público de Alagoas (MPAL). O órgão denunciou a ré por homicídio qualificado por motivo fútil e rejeita integralmente a tese de legítima defesa sustentada pela defesa.

Conforme a denúncia do MPAL, os laudos periciais anexados ao processo apontam que o tiro que atingiu a região abdominal do militar foi efetuado à distância. O achado contrapõe a versão apresentada por Josefa, que alegava ter ocorrido uma luta corporal antes do disparo. O Ministério Público cita ainda depoimentos de testemunhas que relatam um histórico de conflitos frequentes motivados por ciúmes, além de um comportamento explosivo e agressões anteriores por parte da acusada.

Relembre o caso

O crime aconteceu na madrugada de 23 de março de 2022, na residência onde o casal morava, em um condomínio no bairro Cidade Universitária, na parte alta de Maceió. Na ocasião, moradores da região relataram ter ouvido uma intensa discussão vinda do imóvel, seguida pelo barulho de dois disparos de arma de fogo.

Atingido no abdômen, o sargento chegou a ser socorrido por um vigilante do condomínio e transportado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Conjunto Santa Maria, mas não resistiu à gravidade do ferimento.

No local da ocorrência, equipes da Polícia Militar apreenderam duas armas de fogo dispostas sobre a cama do casal: uma pistola Taurus calibre .380 e uma pistola Glock calibre .40, acompanhada de três carregadores.

Durante as investigações iniciais, a ré apresentou depoimentos inconsistentes. Em um primeiro momento, alegou aos policiais que o disparo teria sido acidental, fruto de uma brincadeira de "roleta russa". Posteriormente, mudou a versão, sustentando que agira para se defender de agressões físicas cometidas pelo companheiro.

Josefa Cícera foi presa em flagrante logo após o crime, indiciada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Polícia Civil e, em seguida, formalmente denunciada pelo Ministério Público.