Geral
Itamaraty rebaixa relação diplomática com Argentina após novas ofensas de Milei a Lula
Medida reflete tensões entre os presidentes brasileiros e argentinos.
O Itamaraty rebaixou nesta terça-feira, 4, a relação diplomática com a Argentina para nível de encarregado de negócios. Segundo fontes do Itamaraty, Julio Bitelli, embaixador brasileiro em Buenos Aires, não voltará ao país vizinho.
A medida deve durar enquanto o presidente Javier Milei mantiver as ofensas contra seu homólogo, Luiz Inácio Lula da Silva. A embaixada continuará funcionando gerida por um encarregado de negócios, sem a presença do chefe do posto.
A decisão foi comunicada ao embaixador da Argentina no Brasil, Guillermo Daniel Raimondi, por meio de uma nota de protesto.
O anúncio ocorre após uma nova sequência de ataques de Milei ao presidente Lula, em entrevista ao canal LN+. Como mostrou o Estadão/Broadcast, as ofensas deveriam complicar o cenário de normalização diplomática e retardar o retorno de Bitelli à capital argentina. Gestos de distensão eram uma condição para a volta do diplomata.
No domingo, 2, Milei reiterou na entrevista o teor das declarações que havia feito no Brasil, ao participar da convenção que lançou a candidatura oposicionista do senador e aliado Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a presidente da República. O presidente argentino afirmou que agiu de forma correta ao chamar o petista de "presidiário", "ladrão" e "corrupto".
Até sexta-feira, 31, a ordem no Itamaraty era aguardar sinais de eventual normalização e monitorar a situação política na capital argentina à distância, por meio de contatos diversos do corpo diplomático.
Mais lidas
-
1DO PLANALTO AO COLINHO
“Papai Trump”: Flávio vira alvo de memes após saída do Brasil; veja vídeo de IA
-
2BENEFÍCIO SOCIAL
Bolsa Família terá calendário especial de pagamentos em novembro e dezembro; confira as datas
-
3POLÍTICA
Veja os resultados das eleições neste início da apuração
-
4ELEIÇÕES
Acompanhe minuto a minuto o 2º turno das eleições no Brasil 2026
-
5POLÍTICA
Marco Rubio articulou saída de Flávio Bolsonaro do Brasil, diz aliado