Geral
Sem PP e União, PL define chapa pura no RJ e fragiliza palanque de Flávio
Candidatos do PL almejam governo e Senado, mas a ausência de aliança enfraquece a campanha
Um dos estados mais estratégicos para a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, o Rio de Janeiro terá uma chapa pura do PL para a disputa eleitoral de outubro.
A legenda definiu nesta terça-feira (4) os nomes que vão encabeçar a chapa nas eleições do estado fluminense: o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ), Douglas Ruas, vai disputar o governo do estado ao lado da vereadora de Niterói, Fernanda Louback, ambos do PL. Já para a vaga no Senado, ficou definido o nome do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).
O cenário é totalmente diferente do esperado no início do ano, quando a expectativa do PL era conseguir uma ampla aliança para manter o comando do Palácio Guanabara. Após o então governador Cláudio Castro deixar o cargo, no fim de março, para disputar o Senado, o partido esperava que, com a eleição de Ruas à presidência da ALERJ, fosse conduzido ao governo estadual.
Porém, mesmo após pedidos da Casa para que Ruas assumisse, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve o desembargador Ricardo Couto no cargo, até uma deliberação do plenário sobre o estado ter eleição direta ou indireta para um mandato-tampão — desde o ano passado, o Rio não tem vice-governador, após Thiago Pampolha assumir como conselheiro do Tribunal de Contas do estado. Investigado por fraudes fiscais, relações com a refinaria Refit e envolvimento no escândalo do Master, Castro desistiu de concorrer para se dedicar à sua defesa.
Já o outro nome cotado para a disputa, o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), decidiu na última segunda (3) não disputar o Senado e tentar o cargo de deputado federal. Ele também foi alvo de uma operação da Polícia Federal que apura um esquema de lavagem de dinheiro em postos de gasolina do estado, e chegou a ser preso por portar um fuzil.
O ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa (PP), cotado para ser vice de Ruas, também acabou desistindo. Com isso, a federação União Progressista (União Brasil-PP) preferiu seguir neutra na disputa e não mais formar aliança com o PL no Rio de Janeiro.
Além de reduzir o tempo de propaganda no rádio e na TV, que ainda é crucial para as campanhas eleitorais, a ausência de outras siglas na composição da chapa estadual fragiliza o palanque para Flávio Bolsonaro.
Do outro lado, o PT, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou apoio à candidatura do ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD), que aparece na liderança das últimas pesquisas eleitorais.
Mais lidas
-
1MILITAR
Submarino Humaitá começa primeiro deslocamento internacional apesar das tensões diplomáticas entre Argentina e Brasil
-
2ARQUEOLOGIA
Estátua de 2,4 mil anos é encontrada sob pavimento romano na Turquia
-
3POLÍTICA
Cooperação técnico-militar histórica: Rússia reforça laços com a Marinha do Brasil no Rio
-
4RESPONSABILIDADE FISCAL
18 prefeituras estouram teto da folha; Rio Largo e Palmeira são as maiores cidades da lista
-
5ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas