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Inadimplência do crédito total permanece em nível recorde em junho, diz Fernando Rocha, do BC

Taxa de descumprimento de obrigações financeiras segue em patamares elevados.

Estadao Conteudo 30/07/2026
Inadimplência do crédito total permanece em nível recorde em junho, diz Fernando Rocha, do BC
Banco Central

O chefe do departamento de estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, afirmou nesta quinta-feira (30) que a inadimplência se estabilizou, mas continua em níveis recordes em diversas modalidades acompanhadas pela autarquia em junho.

A inadimplência do crédito total, por exemplo, permaneceu em 4,7%, o maior nível da série histórica. A taxa de descumprimento de obrigações financeiras no crédito livre continuou em 6,2%, que também é um nível recorde.

Segundo o técnico do BC, que concedeu entrevista coletiva sobre as estatísticas monetárias e de crédito de junho, o comportamento dos dados pode refletir os impactos da resolução CMN 4.966, que alterou a forma de contabilidade da inadimplência pelos bancos e contribuiu para o aumento da taxa.

"A nova regulamentação permitiu que os bancos avaliem individualmente cada uma das operações", lembrou Rocha. "Isso fez com que as operações inadimplentes permanecessem mais tempo na carteira do banco e, assim, aumentasse a taxa de inadimplência."

Rocha destacou, ainda, a queda de 1,2 ponto porcentual na inadimplência da linha "composição de dívidas" do crédito livre às pessoas físicas. Segundo o técnico, isso pode refletir os impactos do Novo Desenrola.

O técnico observou também que a linha de operações sem garantia puxou a alta dos juros no crédito livre para pessoas físicas em junho. O juro médio do crédito livre para PF cresceu de 62,8% em maio para 64,0% em junho, enquanto o do crédito não-consignado sem garantias aumentou de 142,8% para 149,5%.