Geral
Lucro líquido da TIM cresce 6,2% no 2º tri de 2026
Resultados positivos impulsionados por crescimento nos serviços de internet móvel e fixa.
A TIM apresentou uma alta de 6,2% no lucro líquido normalizado do segundo trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, atingindo R$ 1,036 bilhão. O avanço no resultado refletiu o crescimento da receita com os negócios de internet móvel e fixa, além da manutenção dos custos sob controle.
O destaque do período foi o crescimento da clientela de banda larga e a incorporação integral da empresa de tecnologia recém-adquirida V8 Tech, o que contribuiu para aumentar o faturamento.
O critério 'normalizado' exclui receitas e despesas consideradas não recorrentes na operação. O lucro líquido sem ajustes foi de R$ 970 milhões, com uma baixa de 0,6% na mesma base de comparação anual.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) normalizado cresceu 7,0% no trimestre, alcançando R$ 3,586 bilhões. A margem Ebitda aumentou em 0,7 ponto percentual, indo para 51,5%.
A receita líquida teve uma expansão de 5,5% no trimestre, chegando a R$ 6,965 bilhões.
A receita com serviços móveis avançou 4,6%, totalizando R$ 6,369 bilhões.
A receita de clientes pós-pagos cresceu 5,8%, impulsionada pela expansão da base de clientes em 6,8% (totalizando 33,6 milhões) e pelos reajustes de preços aplicados no início do ano. A receita média por usuário (Arpu, na sigla em inglês) teve um avanço de 0,7%, alcançando R$ 55,70.
Por outro lado, a receita de pré-pago encolheu 6,9%, que a TIM atribuiu ao menor volume de recargas e à continuidade na estratégia de migração de clientes para planos pós-pagos, de maior valor agregado. Isso resultou em uma redução de 8% no número de clientes pré-pagos (caindo para 28,2 milhões). No entanto, a receita média (Arpu) subiu 1,1%, indo para R$ 14,4.
A receita de venda de produtos diminuiu 1,5%, totalizando R$ 181 milhões, influenciada pela sazonalidade na venda de equipamentos de internet das coisas (IoT).
A receita do segmento fixo cresceu 27%, totalizando R$ 416 milhões. Essa alta refletiu o avanço da banda larga 'ultrafibra', cuja base de clientes aumentou 12,5% em um ano (totalizando 899 mil). O segmento também se beneficiou da contribuição da V8.Tech, cuja receita foi consolidada no segmento fixo.
Os custos operacionais normalizados aumentaram 4,0%, chegando a R$ 3,380 bilhões. Apesar do incremento, os custos subiram menos do que a inflação no período e evoluíram em um ritmo menor que o da receita líquida, abrindo espaço para ganho de margem.
A operadora reportou que a provisão para devedores duvidosos cresceu 38%, chegando a R$ 264 milhões, impactada pelo atraso no pagamento de uma empresa que atua no disparo de SMS.
O resultado financeiro (saldo entre receitas e despesas financeiras) normalizado gerou uma despesa de R$ 569 milhões no segundo trimestre, uma alta de 51,8% na comparação anual. Essa alta foi em parte explicada pelo aumento das despesas com juros sobre arrendamentos e pelos efeitos da consolidação da I-Systems, empresa de fibra ótica.
Houve também uma base de comparação mais difícil, uma vez que o balanço de um ano anterior teve um ganho extra oriundo da reversão de uma contingência civil.
A companhia fez investimentos de R$ 935 milhões no segundo trimestre, um aumento de 6,0%, voltados à melhoria da rede e à integração da I-Systems às suas redes. Como resultado, o fluxo livre de caixa subiu 10,1% no trimestre na comparação anual, totalizando R$ 1,242 bilhão.
A TIM terminou o segundo trimestre deste ano com uma dívida líquida total de R$ 12,518 bilhões, um aumento de 10,5% em relação ao primeiro trimestre. Nesse período, a alavancagem (medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda) subiu para 0,89 vez, de 0,82 vez.
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