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Wolney Queiroz afirma que governo pagou R$ 3,2 bilhões a vítimas de fraudes no INSS
Ministro destaca medidas de proteção e a expectativa de zerar fila de pedidos no INSS até o fim do ano.
O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, informou, em entrevista ao Jota, que o governo pagou R$ 3,2 bilhões às vítimas de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sem deixar "ninguém para trás." Ele afirmou que não há expectativa de acréscimo dos valores ressarcidos daqui para frente.
Segundo o ministro, após a fraude, foram incorporados mais mecanismos de proteção e, este mês, o ministério recebeu um reconhecimento de nível máximo de integridade da Controladoria-Geral da União (CGU). "Há poucos ministérios com esse nível", destacou.
"Acredito que haverá uma discussão central na campanha deste assunto fraude no INSS. A oposição tentará usar isso contra o governo, mas acredito que o governo se sairá bem nesse aspecto", sustentou. Ele justificou que a fraude não começou no governo Lula, mas foi descoberta e encerrada na gestão petista.
“Todas as medidas foram feitas para que o dinheiro fosse devolvido aos aposentados. E nós hoje temos critérios muito mais cuidadosos. Então, as fraudes não vão acontecer nunca mais naquelas modalidades em que ocorreram”, prosseguiu.
Em seguida, ele afirmou que ficará claro nas eleições que a fraude no INSS começou antes do terceiro governo Lula, em 2017, e aumentou em 2019, sendo que o governo permitiu que as investigações ocorressem. Wolney evitou comentar a participação do filho do presidente da República no esquema. "O Lulinha não está entre os indiciados, não sei nem se ele está sendo investigado, mas o presidente fez questão de ressaltar que todos aqueles que tiverem algum tipo de envolvimento serão investigados", disse.
Zerar fila do INSS
Durante a entrevista, Wolney Queiroz afirmou que o governo conseguirá zerar a fila do INSS até o fim do ano ou antes disso. Ele citou que já houve uma redução de 79% de fevereiro até agora e que a meta é manter apenas o fluxo mensal de 1,3 milhão de pedidos com respostas em até 45 dias.
"Nós reduzimos a fila em 79% de fevereiro até agora, e acredito que zeraremos essa fila até o fim do ano. Pode até ser que isso aconteça antes do fim do ano", afirmou ao Jota.
Ele ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguirá cumprir sua promessa de campanha de zerar a fila, mas que o desafio seguinte é tratar o fluxo mensal de pedidos dentro do prazo de 45 dias para evitar novas filas.
"Zerar essa fila significa você ter todo esse fluxo de pedidos sendo respondidos no prazo de 45 dias... Ao conseguir que todas as respostas sejam dadas pelo INSS nesse prazo, estaremos então com a fila zerada", completou.
Sobre a possibilidade de permanecer no governo em um eventual novo mandato do presidente Lula, Wolney afirmou que não é possível prever, pois em 2027 haverá nova correlação de forças, mas que espera ser lembrado como quem assumiu o ministério durante a crise do INSS.
Ao comentar a Previdência como um dos principais litigantes do País, ele afirmou que a ideia é reduzir essa judicialização nos processos envolvendo a Pasta como uma prioridade para um eventual novo governo.
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