Geral

Wolney Queiroz: Discussão sobre redução do teto do consignado se dá pela queda da Selic

Ministro da Previdência se manifesta sobre impacto das taxas no crédito consignado.

Estadao Conteudo 27/07/2026
Wolney Queiroz: Discussão sobre redução do teto do consignado se dá pela queda da Selic
Wolney Queiroz Maciel - Foto: Paulo Sergio/Câmara dos Deputados

O ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, afirmou nesta segunda-feira, 27, que a discussão sobre a redução do teto de juros para o consignado do INSS se dá em função da queda na Selic, embora ainda não saiba se essa redução já se reflete no limite. Ele concedeu entrevista ao Jota.

O Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS) iria se reunir nesta terça, mas a data foi atualizada para 4 de agosto, momento em que poderá haver discussão sobre uma redução do teto de juros para empréstimos consignados.

"Essa discussão sobre uma eventual redução da taxa do consignado para aposentados se dá devido às reduções da taxa Selic", declarou. "Houve algumas quedas recentes e é necessário que, quando a taxa Selic for elevada, a taxa do consignado seja aumentada. E quando ocorrer uma queda, que ela também se reflita na taxa do consignado."

O ministro destacou que não deseja levar a discussão pronta para o CNPS, preferindo aguardar as contribuições dos representantes do conselho. De acordo com ele, os números calculados pelos técnicos da Previdência já estão prontos, mas só serão utilizados caso a discussão avance no CNPS. A nova taxa poderá ser divulgada apenas durante o debate, sendo que atualmente ela está fixada em 1,85% ao mês.

"Prezamos muito pelo ambiente do Conselho Nacional de Previdência Social, pois é a instância máxima para essas discussões. Acredito que é ali onde devemos trazer as informações em primeira mão", acrescentou.

Queiroz também ponderou que os bancos possuem certo "crédito" por terem mantido as taxas quando a Selic subiu e que, portanto, seria justo não diminuírem as taxas na primeira queda da Selic. Contudo, ele observou que já ocorreram várias diminuições.

O ministro afirmou ainda entender a argumentação dos bancos de que restringir a taxa de juros pode ocasionar escassez de crédito no mercado, mas discorda dessa visão. Para ele, é possível reduzir a taxa a um nível que beneficie os aposentados sem prejudicar os bancos.