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Ministro da Fazenda rebate Milei e defende economia brasileira

Dario Durigan destaca estabilidade econômica em resposta a críticas do argentino

Sputnik Brasil 27/07/2026
Ministro da Fazenda rebate Milei e defende economia brasileira
Ministro Dario Durigan defende a economia brasileira e critica as falas de Javier Milei. - Foto: © Sputnik / Guilherme Correia

Dario Durigan afirmou que a economia brasileira segue estável e em posição mais favorável que a argentina, ao rebater os ataques de Milei, descartando riscos de recessão em 2027. Ele explicou que juros altos desaceleram, mas não derrubam o PIB.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, comparou a economia brasileira à argentina, chamando Javier Milei de "palhaço" após críticas feitas pelo presidente argentino durante uma visita ao Brasil.

Em entrevista a uma rádio nesta segunda-feira (27), Durigan apresentou indicadores como a queda da inflação, baixo desemprego e saldo comercial robusto para sustentar sua comparação.

Milei visitou o Brasil para apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência e, em seu discurso, atacou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As declarações geraram repercussão no governo, que destacou as diferenças entre as economias dos dois países.

Durante a entrevista, Durigan também mencionou a política de juros no Brasil e rejeitou previsões alarmistas sobre a economia. "Não dá para entrar na onda dessas pessoas que dizem que vai virar apocalipse", afirmou o ministro.

Conforme ele, os juros elevados afetam agricultores, famílias e empresas, além de encarecer a rolagem da dívida pública, mas não indicam colapso econômico.

O ministro reconheceu que a taxa elevada é incômoda para o governo, mas afirmou que sua redução depende de ajustes estruturais, como o controle de gastos obrigatórios e a manutenção do arcabouço fiscal.

Durigan afastou a possibilidade de recessão em 2027 e frisou que a projeção oficial é de crescimento de 2% do produto interno bruto (PIB), apesar de que analistas preveem uma expansão mais próxima de 1%. Para o ministro, a desaceleração provocada pelos juros não configura retração econômica.

Ele reforçou que o país vive um momento de estabilidade relativamente, com indicadores positivos em áreas como balança comercial e produção agrícola, argumentando que esses dados contrastam com a situação da Argentina, marcada por inflação elevada, dívida crescente e riscos mais altos.

Por fim, Durigan reiterou que críticas externas não alteram a avaliação do governo sobre o rumo da economia brasileira e que previsões alarmistas não refletem o cenário observado pelos técnicos da Fazenda.


Por Sputinik Brasil