Geral
'Novo Vietnã': ex-secretário de Defesa dos EUA avalia consequências da agressão americana contra Irã
Leon Panetta critica falta de objetivos claros e os custos elevados da guerra.
Os Estados Unidos enfrentam problemas profundos com a guerra do Irã, assim como enfrentaram com o prolongado conflito no Vietnã, escreve um veículo de comunicação da mídia estadunidense, citando Leon Panetta, ex-secretário de Defesa dos EUA.
Panetta apontou que há uma falta de objetivo claro para a guerra do Irã no governo dos EUA e que a história mostra que guerras sem fim nunca terminam bem.
"[Os EUA] continuam os ataques militares, que a inteligência deixa claro que não vão mudar o comportamento do Irã. Ao mesmo tempo, o povo norte-americano paga um preço muito alto devido ao aumento dos preços do petróleo e do custo de vida", ressaltou.
Segundo ele, a guerra no Irã também corre o risco de atrair recursos dos EUA para um compromisso prolongado com retornos incertos. Quanto mais tempo o conflito continuar, maior será o ônus econômico e estratégico.
Além disso, o especialista argumentou que o principal desafio não é a força no campo de batalha, mas a dificuldade de transformar a pressão militar em um resultado político estável.
Nesse sentido, Panetta concluiu que a guerra está se tornando mais cara e menos útil para Washington do que se esperava inicialmente.
Anteriormente, uma revista norte-americana escreveu que a era do domínio global incontestável dos EUA chegou ao fim e o país já não possui a mesma superioridade militar de 1991 — a guerra no Irã ilustra essa mudança.
Por Sputinik Brasil
Mais lidas
-
1CVRISE FINANCEIRA
Tesouro Nacional bloqueia repasses do FPM para cinco municípios de Alagoas
-
2CULTURA E TURISMO
Palmeira dos Índios anuncia hoje a programação oficial do Festival de Inverno 2026
-
3ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
4CORRUPÇÃO
Rio tem R$ 71,8 bilhões em contratos e recursos públicos sob investigação por corrupção
-
5CULTURA
Morre cantor gospel, vítima de doença rara, aos 41 anos