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Panelas centenárias revelam abismo alimentar no Brasil do século XIX
Estudo revela desigualdade no acesso a alimentos entre colonos e comunidades marginalizadas.
Panelas centenárias revelam abismo alimentar no Brasil do século XIX. Um estudo divulgado nesta sexta-feira (24) analisou 182 fragmentos de cerâmica encontrados na baía da Babitonga, em Santa Catarina, e identificou resíduos de alimentos consumidos entre o fim do século XIX e o início do século XX.
Colonizadores europeus tinham maior acesso a carne, laticínios e produtos cultivados em terras próprias. Já comunidades indígenas, de escravizados e de afrodescendentes dependiam principalmente de peixes, frutos do mar, milho, mandioca e outros recursos de subsistência.
Segundo os pesquisadores, as diferenças refletiam menos o gosto alimentar e mais o acesso à terra e à economia formal. Moléculas de gordura e proteínas preservadas nas panelas ajudaram a reconstruir essa desigualdade histórica.
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