Geral
Ibovespa recua com petróleo e após tarifas, de olho em Galípolo e Durigan
Cenário interno e externo pressiona mercado financeiro nesta sexta-feira
A queda do petróleo e dos minérios de ferro impede o Ibovespa de subir na manhã desta sexta-feira, 24, em linha com o índice Dow Jones, em Nova York, onde os demais indicadores das bolsas recuam, em meio a temores elevados com a guerra no Oriente Médio, apesar dos resultados positivos do setor de tecnologia. Na Europa, as bolsas sobem.
No Brasil, os investidores digerem uma nova tarifa de 12,5% dos EUA para produtos brasileiros e a possibilidade de o governo brasileiro acionar a Lei da Reciprocidade.
"Há alguns temas gerais que geraram certa tensão nos mercados. O primeiro é o geopolítico, que tem pressões sobre o petróleo e, por sua vez, elevaram as expectativas de inflação e juros no mundo", diz Matheus Spiess, estrategista da Empiricus Research.
Sem indicadores no foco nesta sexta, como foi durante toda a semana, as atenções ficam na participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro da Fazenda, Dario Durigan, na XP Expert, em São Paulo, nesta manhã.
Nesta sexta, o petróleo Brent cedeu em torno de 2,50%, a US$ 91,82 o barril, após na quinta (23) ter batido US$ 100 por barril pela primeira vez em dois meses, em meio às preocupações com possíveis riscos na oferta global da commodity. O encarecimento do petróleo elevou mais os temores inflacionários e com a política monetária global, especialmente nos EUA.
“A commodity estressou bem, chegando a mais de US$ 100 por barril ontem, o Brent, e agora está corrigindo e puxando a Petrobras e os juniores”, diz Bruno Takeo, estrategista da S4 Consultoria de Investimentos.
No Brasil, muitos analistas e economistas dizem que ainda há espaço para um novo corte de 0,25 ponto porcentual na Selic em agosto, mas essa aposta vem trazendo diante do cenário adverso, principalmente no exterior. Por isso, cresce a expectativa em torno da fala de Galípolo, que pode sinalizar os rumores da próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para os dias 4 e 5 de agosto. "Pode cortar mais uma vez de 14,25% para 14%. E depois?", questiona Spiess, da Empiricus.
Também siga no radar a pesquisa eleitoral Datafolha e tarifas. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) anunciou a imposição de tarifas de 10% ou 12,5% a 60 parceiros comerciais, a partir desta sexta-feira, com ampla lista de isenções por produto.
Ficam fora itens já sujeitos à Seção 232 e produtos considerados sensíveis à inflação e ao abastecimento. No caso do Brasil, a alíquota será de 12,5% para não combater o trabalho forçado, mas com exclusões de vários itens como carne bovina e café.
O governo brasileiro rechaçou a decisão dos EUA e afirmou que irá acionar a Lei da Reciprocidade.
Apesar de o petróleo instigar a queda dos juros futuros, a tarifa impõe cautela. “O recuo aliviou a curva de juros, mas as tarifas adicionais dos EUA geram mais ruído”, diz Takeo, da S4.
Na quinta-feira, o Ibovespa fechou em baixa de 0,46%, aos 176.723,62 pontos, acumulando alta semanal de 1,73%. Na semana passada cedeu 2,33%. Às 11h17, o Índice Bovespa cedia 0,83%, aos 175.254,19 pontos. Vale recuava 0,66% e Petrobras, entre 0,37% (PN) e 0,68% (ON).
O Ibovespa cedeu 1,14%, na mínima (174.717,40 pontos), e abertura estável e na máxima em 176.719,62 pontos. Em Dalian, na China, o minério retirou 0,13%.
Mais lidas
-
1CVRISE FINANCEIRA
Tesouro Nacional bloqueia repasses do FPM para cinco municípios de Alagoas
-
2CULTURA E TURISMO
Palmeira dos Índios anuncia hoje a programação oficial do Festival de Inverno 2026
-
3ECONOMIA
6 estratégias para humanizar a gestão e acelerar os resultados de vendas
-
4CORRUPÇÃO
Rio tem R$ 71,8 bilhões em contratos e recursos públicos sob investigação por corrupção
-
5CULTURA
Morre cantor gospel, vítima de doença rara, aos 41 anos