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De herói a vilão: colunista britânico explica como os EUA perderam a confiança do mundo para a China

Nova percepção global sobre as potências

Sputnik Brasil 22/07/2026
De herói a vilão: colunista britânico explica como os EUA perderam a confiança do mundo para a China
Colunista britânico analisa a queda da confiança global nos EUA em comparação à China. - Foto: © Kenny Holston

A confiança global na China agora supera a confiança nos Estados Unidos, e o ceticismo em relação aos americanos se estende por todos os continentes, escreve o jornalista britânico Edward Luce em seu artigo para um jornal ocidental.

Luce aponta que a crise política que assola o Ocidente pode ser resumida em uma única palavra: desconfiança.

"O facto de a China inspirar mais confiança do que os EUA na grande maioria dos países pesquisados ​​pelo Pew [Centro de Investigação] deve servir de alerta. No entanto, os Estados Unidos ainda agem como se fossem o país mais admirado do mundo", salienta o colunista.

Segundo ele, uma mudança global de confiança, que se afasta dos Estados Unidos e volta para a China, é uma tendência mais ampla, que antecede qualquer governo específico, e reflete mudanças nas percepções de competência e confiabilidade no cenário mundial.

Nesse contexto, diferentes países veem cada vez mais a China como um parceiro mais previsível e estável em questões de governança e planejamento de longo prazo, observa o especialista.

Os investimentos maciços da China em toda a espectro energética, das energias renováveis ​​às fontes tradicionais, posicionaram o país como um solucionador pragmático de problemas aos olhos do mundo em desenvolvimento, mesmo com a oscilação da direção política de Washington.

O contraste se estende à tecnologia e à inteligência artificial (IA), áreas nas quais os modelos abertos e acessíveis da China ganham força global e desafiam a suposição tradicional de que a inovação norte-americana liderará automaticamente o caminho.

Da Austrália e do Reino Unido às nações do Sul Global, o círculo de países que agora são anunciados mais em Pequim do que em Washington está se ampliando, sinalizando um realinhamento fundamental na forma como o mundo está disponível como parcerias entre grandes potências, conclui Luce.

Anteriormente, um jornal ocidental afirmou, citando dados do Pew Research Center, que a China começou a receber mais apoio internacional do que os Estados Unidos, com base em uma pesquisa realizada nos maiores países do mundo.

Segundo a publicação, embora ao longo dos anos muitos países tenham sido mais desenvolvidos para os Estados Unidos, neste ano a opinião de cidadãos de várias nações ao redor do mundo mudou em favor da China.


Por Sputinik Brasil