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Trump diz que poderia conversar com o Hezbollah

Presidente americano se mostra disposto a dialogar em apoio ao governo libanês

Sputnik Brasil 21/07/2026
Trump diz que poderia conversar com o Hezbollah
Trump discute diálogo com Hezbollah durante reunião com presidente do Líbano. - Foto: © AP Photo / Mark Schiefelbein

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (21) que está disposto a conversar com o Hezbollah, caso essa seja uma solicitação do governo libanês.

A declaração foi feita durante encontro na Casa Branca com o presidente do Líbano, Joseph Aoun, que busca apoio de Washington para desarmar o grupo xiita, consolidar a retirada das tropas israelenses do sul do país e avançar em um acordo de paz com Israel. “Eu converso com todo o mundo”, disse Trump aos jornalistas, acrescentando que costuma dialogar até com pessoas com quem “muitos acreditam que não deveria falar”.

"Se o presidente [Aoun] disser que quer que eu converse com o Hezbollah, eu farei isso."

Ao receber Aoun, Trump classificou o Líbano como “um país muito maltratado”, que sofreu “duras golpes” ao longo das últimas décadas. "Provavelmente é um lugar perigoso de muitas maneiras. Mas eles amam o país. E nós vamos ajudá-lo. Vamos ajudar muito", declarou.

Aoun agradeceu ao presidente americano por que chamou de um feito "histórico" na mediação do acordo trilateral firmado em 26 de junho entre Estados Unidos, Israel e Líbano, destinado a reduzir as hostilidades na fronteira entre os dois países. Segundo o líder libanês, apenas Trump tem influência suficiente para convencer Israel a retirar suas tropas do sul do território libanês e permitir a restauração da soberania do país.

"Esse será o seu legado. Juntos, poderemos alcançar esse objetivo. Já passou da hora do Líbano e toda a região viverem com estabilidade e segurança", afirmou Aoun.

O presidente libanês também pediu que Washington mantivesse o apoio às Forças Armadas do país, argumentando que uma interrupção da assistência poderia aumentar o risco de uma nova guerra civil. O fortalecimento do Exército Libanês é parte central do plano que prevê a retirada gradual das tropas israelenses em troca de que Beirute assuma o controle da segurança na fronteira e avance no desmantelamento do arsenal do Hezbollah.

Poucas horas antes da reunião, o Exército Libanês iniciou o envio de tropas para uma das chamadas zonas-piloto, em Zawtar al-Gharbiya, após a retirada parcial das forças israelenses. No entanto, militares libaneses afirmaram que as tropas de Israel abriram fogo nas proximidades das unidades em deslocamento, o que, segundo Beirute, poderia dificultar a implementação do plano. O Exército israelense não comentou o episódio.


Por Sputinik Brasil