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Prefeitura do Rio anuncia medidas para enfrentar super El Niño entre outubro e dezembro
Estratégia inclui monitoramento em tempo real e obras estruturantes.
A prefeitura do Rio de Janeiro divulgou a estrutura de prevenção, monitoramento e pronta resposta da cidade diante da possibilidade de intensificação do fenômeno El Niño e de seus impactos, como aumento de temperatura e chuvas mais fortes. As projeções indicam 81% de probabilidade de um El Niño muito forte entre outubro, novembro e dezembro, com chance de os efeitos se estenderem pelo verão.
Segundo a prefeitura carioca, mais de 50 órgãos e agências municipais atuam de forma integrada, apoiados por monitoramento em tempo real, cerca de 50 protocolos operacionais e investimentos permanentes em infraestrutura, prevenção de enchentes, contenção de encostas, ampliação de áreas verdes e ações para enfrentar o calor extremo.
"Estamos antecipando a preparação que a cidade já faz todos os anos para lidar com o verão, porque esse é um dos efeitos desse super El Niño. Somos uma cidade de clima tropical, úmido, com chuvas intensas, com calor intenso e a gente não consegue impedir que o El Niño tenha efeitos sobre o clima do Rio", afirmou em nota o prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere.
Ele informou que um "super El Niño" pode agravar riscos em áreas sensíveis e citou obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em regiões como Jardim Maravilha, Acari, Maré, Rocinha e Realengo, incluindo a construção de dois "piscinões" - sendo um em execução e outro em fase de projeto de expansão - como parte da estratégia para reduzir impactos de eventos extremos.
No campo do monitoramento, o Centro de Operações Rio (COR) funciona 24 horas por dia, sete dias por semana, com radares próprios, pluviômetros, estações meteorológicas e sistemas de acompanhamento de núcleos de chuva, raios e riscos de deslizamentos. A prefeitura destacou ainda a criação, em 2024, do "Protocolo de Calor", que estabelece níveis progressivos de mobilização a partir de informações meteorológicas e indicadores de saúde, com foco em grupos vulneráveis como crianças, idosos e pessoas em situação de rua.
A estratégia contra o calor prevê cinco níveis de risco (Calor 1 a Calor 5), definidos por um índice que combina temperatura e umidade e pelo tempo de permanência dessas condições, com previsões atualizadas a cada quatro horas. Entre as medidas estão comunicação de risco, preparação de unidades de saúde e monitoramento de arboviroses, além de pontos de resfriamento e iniciativas de adaptação climática, como programas de reflorestamento, criação de unidades de conservação e entrega de parques urbanos.
Para o período de chuvas, o Rio informou manter protocolos de interdição preventiva de vias e um sistema de alerta com 165 sirenes em 103 comunidades, além de vistorias e treinamentos em áreas de risco.
A prefeitura citou reservatórios de controle de enchentes na Grande Tijuca, ações de drenagem e limpeza de rios e canais e investimentos em obras estruturantes, como projetos de reservatórios, intervenções em rios e obras de contenção de encostas, em preparação para um cenário de verão com maior probabilidade de extremos climáticos associados ao El Niño.
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