Geral
Sinal de diálogo EUA-Irã não anima Ibovespa, com cautela externa e foco em juros
Mercados refletem tensões internacionais e dados econômicos mistos
O ambiente ameno no exterior reflete no Ibovespa no início da sessão desta segunda-feira (20), com uma agenda vazia de indicadores. A semana tende a seguir esse ritmo, tanto aqui quanto no exterior, mas não faltarão assuntos para guiar a Bolsa. Após novos ataques dos Estados Unidos ao Irã, surgem relatos sobre o avanço nas conversas entre os países.
No Brasil, a possibilidade de uma tarifa extra de 12,5% por parte dos EUA permanece no radar, elevando os temores inflacionários e sobre os juros.
A queda de 0,39% e de 0,85% da mineração de ferro em Dalian e em Cingapura exerce pressão sobre o Índice Bovespa, enquanto o petróleo opera com volatilidade. Além disso, as poucas atualizações no boletim Focus e a participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, na Expert XP 2026, em São Paulo, na sexta-feira, também estão entre os pontos de atenção. No exterior, a decisão de juros do Banco Central Europeu (BCE) está programada para quinta-feira. Entre os balanços, destacam-se as divulgações da Alphabet, Intel e Tesla nos EUA, enquanto no Brasil, a Weg apresentará seu resultado trimestral.
Após uma alta no petróleo na madrugada, com o Brent alcançando US$ 91 o barril, a commodity passou a cair, mas passou a apresentar volatilidade novamente em meio a um cenário incerto, com a cotação agora em US$ 88 . O governo do Irã confirmou na segunda-feira que recebeu propostas nesta por mediadores para reduzir o esforço com os Estados Unidos. Mais cedo, o governo destacou que qualquer negociação deve respeitar os interesses nacionais do país e que os direitos soberanos sobre o Estreito de Ormuz são inegociáveis. No domingo, 19, as Forças Armadas dos EUA realizaram uma nova rodada de ataques contra o Irã pela nona noite consecutiva.
No boletim Focus, a mediana para o IPCA de 2026 caiu pela terceira semana consecutiva, passando de 5,16% para 5,15% , permanecendo 0,65 ponto percentual acima da meta perseguida pelo Banco Central, que é de 4,50% . A estimativa para 2027 continua em 4,20% . Já na mediana para a inflação de 2028, que se encontra no horizonte relevante da política monetária do Banco Central, aumentou de 3,70% para 3,78% . Não houve alterações nas expectativas para a Selic.
Segundo Felipe Cima, especialista em renda variável da Manchester Investimentos, o aumento na previsão para o IPCA de 2028 sugere uma diferença entre o que o mercado e o Banco Central pensam. "Alguém parece estar equivocado. Deve ocorrer uma queda na Selic de 14,25% para 14% na próxima reunião, mas a curva não precifica uma Selic menor em 2028, como está no Focus, que é de 10,50% ", diz.
Na sexta-feira, 17, o Ibovespa fechou em baixa de 0,06% , aos 173.714,08 pontos, acumulando perdas de 2,33% na semana. Às 11h02 desta segunda, o Índice Bovespa subia 0,10% , aos 173.881,54 pontos, comparado à alta de 0,24% , na máxima aos 174.133,59 pontos, e mínimo em 173.221,86 pontos ( -0,28% ) e abertura estável em 173.714,08 pontos. Vale recuava 0,51% , enquanto a Petrobras virou um pouco antes para o positivo.
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