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Liminar de última hora suspende julgamento de último réu envolvido no assassinato do ativista Kleber Malaquias
Ex-policial militar Marcos Maurício Francisco dos Santos seria julgado nesta segunda-feira (20); Ministério Público já recorreu da decisão para garantir nova data
O desfecho na primeira instância de um dos crimes de maior repercussão política recente em Alagoas foi adiado. O julgamento do ex-policial militar Marcos Maurício Francisco dos Santos, apontado como o último réu a ser julgado pelo assassinato do ativista Kleber Malaquias, foi suspenso na manhã desta segunda-feira (20) no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL).
A sessão do Tribunal do Júri estava programada para começar às 8h, no Fórum Desembargador Jairon Maia Fernandes, na capital. No entanto, a defesa do acusado protocolou um pedido de urgência na última sexta-feira (17). A solicitação foi acolhida pelo desembargador Tutmés Airan de Castro durante o plantão judiciário, que concedeu uma medida liminar interrompendo a realização do plenário. A informação foi confirmada pela assessoria do Ministério Público de Alagoas (MPAL) após questionamentos da imprensa.
O MPAL reagiu imediatamente à decisão e interpôs um recurso no âmbito do TJ/AL. A instituição requer a reversão célere da liminar para que o Conselho de Sentença da 9ª Vara Criminal da Capital possa remarcar o julgamento o quanto antes.
O papel do réu no crime
Segundo a denúncia do Ministério Público, Marcos Maurício é acusado de integrar a organização criminosa responsável pela morte do ativista. A acusação aponta que o ex-PM atuou diretamente no monitoramento da rotina de Kleber Malaquias, repassando informações estratégicas aos executores para viabilizar o homicídio.
Histórico de denúncias e condenações anteriores
Kleber Malaquias foi assassinado a tiros no dia 15 de julho de 2020, dentro de um estabelecimento comercial em Rio Largo. O ativista era conhecido por sua forte atuação na internet, onde acumulava um histórico de denúncias de corrupção contra agentes públicos e políticos locais.
As investigações conjuntas da Polícia Civil e do MPAL revelaram um grupo organizado com divisão clara de tarefas para executar a vítima. Em fevereiro de 2025, o Tribunal do Júri já havia condenado quatro acusados pelo crime — incluindo ex-policiais militares e civis —, cujas penas somadas ultrapassaram 74 anos de reclusão.
A sessão que seria realizada hoje fecharia o ciclo de julgamentos em primeira instância de todos os réus pronunciados pelo assassinato do ativista. O caso segue aguardando o posicionamento do Tribunal de Justiça sobre o recurso do Ministério Público.
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