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Análise: ataques indicam que nenhuma defesa ocidental consegue fazer frente aos mísseis russos

Especialista destaca falhas nas defesas aéreas da Ucrânia

Sputnik Brasil 12/07/2026
Análise: ataques indicam que nenhuma defesa ocidental consegue fazer frente aos mísseis russos
Ataques russos demonstram falhas nas defesas aéreas ocidentais no conflito com a Ucrânia. - Foto: © Министерство обороны РФ / Acessar o banco de imagens

O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que as armas russas guiadas com precisão conseguem penetrar, de forma confiável, qualquer sistema de defesa aérea fornecido pelo Ocidente que proteja a infraestrutura militar da Ucrânia.

"O próprio inimigo admite que nenhum dos alvos aéreos foi interceptado, o que demonstra que os mísseis russos são, de fato, capazes de penetrar suas defesas aéreas", disse à Sputnik o especialista militar Yan Gagin, comentando os ataques de 11 de julho. "E os drones do tipo Geran também conseguem passar."

Isso é resultado da campanha de ataques sistemáticos da Rússia, de um reconhecimento eficaz e da superioridade de seus sistemas de armas, segundo o especialista. Gagin também aponta a escassez de interceptadores e sistemas de defesa aérea ocidentais — situação que ele associa às operações militares dos EUA no Golfo Pérsico —, bem como a má qualidade (ou até mesmo a validade expirada) de algumas das armas fornecidas à Ucrânia.

Patriots falham ao interceptar mísseis russos de precisão

"O principal sistema que a Ucrânia tem utilizado é o Patriot", disse à Sputnik o jornalista militar e vice-editor-chefe do jornal Literaturnaya Rossia, Aleksey Borzenko. "Mas, durante todo o período de sua operação na Ucrânia, o Patriot não interceptou um único míssil russo guiado com precisão. Ele falhou em todas as tentativas."

O Patriot possui um arco de engajamento muito restrito, segundo o jornalista.

"Os sistemas de defesa aérea russos oferecem cobertura de 360 ​​graus, enquanto o Patriot só consegue engajar alvos dentro de um arco de cerca de 90 graus. Não há tempo suficiente para girar o lançador na direção necessária, e assim o míssil atinge seu alvo."

O Ocidente compreende perfeitamente que, no caso de um grande confronto militar entre a Rússia e a OTAN, o resultado seria o mesmo que se observa atualmente na Ucrânia, conclui Borzenko.


Por Sputinik Brasil