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EUA e Irã retomam contatos diplomáticos mediados pelo Catar, mas mantêm retórica de confronto
Esforços para evitar novas hostilidades são intensificados, mas tensão persiste.
Mediadores do Oriente Médio intensificaram os esforços para evitar uma nova escalada entre os Estados Unidos e Irã, após dias de ataques que deram lugar a uma pausa considerada frágil, informou o The New York Times nesta sexta-feira, 10. Segundo o jornal, o Catar, que ajudou a negociar a trégua entre Washington e Teerã no mês passado, voltou a atuar como intermediário entre os dois países. Bahrein, Kuwait e Jordânia, que abrigam instalações militares americanas, também foram alvo de ataques iranianos nos últimos dias.
O NYT afirma que os confrontos seguiram um padrão já recorrente: ataques atribuídos ao Irã contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, seguidos por retaliações dos Estados Unidos, contra-ataques iranianos e, posteriormente, um retorno a um impasse instável. Mesmo com a redução das hostilidades nesta sexta-feira, o jornal ressalta que ainda não está claro se os novos esforços diplomáticos serão suficientes para impedir um novo ciclo de confrontos.
Apesar da tensão, a Fox News informou, citando uma autoridade da Casa Branca, que as negociações técnicas sobre o programa nuclear iraniano continuarão na próxima semana. Segundo a fonte, os ataques do Irã contra embarcações no Estreito de Ormuz constituem "atos terroristas" e representam uma violação do memorando de entendimento firmado entre os dois países. Ainda assim, a autoridade afirmou que o governo dos EUA continua comprometido em buscar uma solução diplomática para impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear.
Enquanto isso, o governo iraniano manteve o discurso de retaliação. Em comunicado, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohammad Bagher Zolghadr, afirmou que "qualquer ataque à infraestrutura será respondido na mesma medida" e advertiu que "o regime criminoso sionista", em referência a Israel, "também não ficará a salvo da resposta de nossos combatentes".
O texto, divulgado por canais oficiais iranianos, também faz uma referência indireta ao presidente dos EUA, Donald Trump, chamando-o de "o indivíduo mais odiado do mundo". Na quinta-feira, 9, o The Wall Street Journal revelou planos iranianos de assinar o republicano.
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