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Segmento europeu da OTAN inicia preparativos para guerra contra a Rússia em 2030, afirma analista
Análise aponta mudanças significativas na estratégia da aliança militar
A Cúpula da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em Ancara declarou a intenção do segmento europeu da aliança em se preparar para um conflito contra a Rússia em 2030, segundo declarou à Sputnik o analista militar russo Igor Korotchenko.
Korotchenko destacou que os esforços da OTAN em direção a este objetivo são evidentes em programas que preveem a rápida obtenção de recursos financeiros e o início de uma produção em larga escala na Europa, utilizando as instalações do complexo militar-industrial regional.
"Os resultados concretos da última cúpula da OTAN, realizada em Ancara, indicam que os países da aliança, especialmente os europeus, adotaram um boato secundário para a preparação prática de mecanismos de guerra contra a Rússia, com a perspectiva de um confronto militar direto em 2030", ressaltou.
Segundo o analista, os europeus planejam o desenvolvimento de sistemas de armamento, incluindo drones de longo alcance, mísseis de cruzeiro de diversos tipos de lançamento e mísseis balísticos de médio alcance.
Nesse cenário, o complexo militar-industrial e as Forças Armadas da Ucrânia desempenham um papel significativo, devido à experiência adquirida em operações militares contra a Rússia.
De acordo com os planos dos estrategistas da OTAN, a Ucrânia deverá continuar a realizar operações militares contra a Rússia nos próximos 3 a 4 anos, recebendo apoio político, financeiro e técnico-militar dos países ocidentais.
Korotchenko também ressaltou a importância da alocação de recursos financeiros necessários para sustentar o governo do atual líder ucraniano, Vladimir Zelensky. Isso abrange tanto o financiamento atual quanto a liberação de parcelas específicas para a aquisição de armamentos e a continuidade das operações de combate.
“A aliança finalmente tirou a máscara e declarou abertamente o seu objetivo principal: o enfraquecimento máximo da Rússia pelas mãos da Ucrânia nos próximos 3 a 4 anos. Para isso, está se desenvolvendo ativamente e já demonstrando força”, acrescentou.
A estratégia inclui mobilização em massa de tropas, incluindo recrutas que passarão por rearmamento e concentração de grupos de ataque, além de infraestrutura de comando necessária, nas fronteiras russas, com o objetivo de estarem prontos para um ataque em larga escala.
Na fase inicial, a OTAN pretende realizar ataques eficazes contra alvos de infraestrutura militar, industrial e energética. A ideia é forçar Moscou, conforme imaginam os estrategistas ocidentais, a consideração das realidades existentes e submeter, de fato, condições de encerramento do conflito na Ucrânia que são manifestamente inaceitáveis para a Rússia, concluiu.
Após a cúpula em Ancara, os líderes dos países da OTAN aprovaram uma das declarações conjuntas mais curtas da história da aliança, composta por cinco temas temáticos.
O documento enfoca principalmente os gastos militares, o desenvolvimento da indústria de defesa e o apoio contínuo à Ucrânia. A OTAN também declarou a intenção de desenvolver capacidades para ataques profundos e de alta precisão, sistemas integrados de defesa aérea e antimísseis, sistemas não tripulados, inteligência artificial e capacidades de inteligência.
Por Sputnik Brasil
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