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Bolsas de NY devem abrir em alta, com recuperação do Nasdaq após Micron e Qualcomm

Projeções positivas de empresas de tecnologia aliviam temores sobre gastos com IA; inflação abaixo do esperado e queda do petróleo também favorecem o apetite por risco.

Estadao Conteudo 25/06/2026
Bolsas de NY devem abrir em alta, com recuperação do Nasdaq após Micron e Qualcomm
- Foto: Reprodução

As bolsas de Nova York devem abrir em alta nesta quinta-feira, 25, com destaque para o Nasdaq, conforme indicam os índices futuros. O movimento é impulsionado pela recuperação das ações de tecnologia no pré-mercado, após projeções animadoras da Micron Technology e da Qualcomm reduzirem preocupações sobre os elevados investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

Dados de inflação dos Estados Unidos ligeiramente abaixo do esperado e a continuidade da queda do petróleo também contribuem para o aumento do apetite por risco em Wall Street.

Às 10h22, no horário de Brasília, no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,28%, o S&P 500 avançava 0,72% e o Nasdaq registrava alta de 2,12%.

No pré-mercado em Nova York, a Micron Technology disparava 17,6%, enquanto a Qualcomm saltava 8,10%.

Em balanço divulgado no fim da tarde de quarta-feira, a Micron não apenas superou as expectativas de lucro e receita, como também agradou ao mercado com suas projeções. Já a Qualcomm elevou seu guidance anual e anunciou uma parceria com a Meta.

Entre outras ações do setor, Sandisk e Western Digital avançavam 16% e 13% no pré-mercado, respectivamente.

Outro destaque positivo era a rede de fast food Wendy's, que subia 11%, ampliando o salto de quase 26% registrado na véspera, impulsionada por uma onda de compras de investidores de varejo nas redes sociais.

A recuperação das ações de tecnologia ocorre após o Nasdaq acumular perdas nos três últimos pregões, em meio a preocupações persistentes sobre o retorno dos investimentos bilionários em data centers e outros tipos de infraestrutura voltada à inteligência artificial.

Na agenda de indicadores dos Estados Unidos, o destaque é o índice de inflação PCE, considerado o indicador favorito do Federal Reserve (Fed). Na comparação mensal de maio, o PCE subiu 0,4% e seu núcleo avançou 0,3%, abaixo do esperado. Na comparação anual, porém, o índice acelerou para 4,1% no mês passado, afastando-se ainda mais da meta oficial de 2% do Fed.

Além disso, a leitura final mostrou que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos cresceu a uma taxa anualizada de 2,1% no primeiro trimestre de 2026, acima da estimativa anterior, de 1,6%.

A queda do petróleo também sustenta o apetite por risco em Wall Street. Os preços da commodity recuam pelo quarto dia consecutivo, diante de sinais de que Estados Unidos e Irã caminham para um acordo definitivo para encerrar o conflito no Oriente Médio.