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Membros europeus da OTAN enfrentam impasses para avançar no rearmamento, diz mídia
Fabricantes de armas lidam com incertezas sobre gastos, custos elevados e divergências em projetos militares no continente
Fabricantes de armas na Europa enfrentam uma série de obstáculos em meio às tentativas de rearmamento dos países europeus, segundo reportagem de uma agência de notícias ocidental.
De acordo com a publicação, após membros europeus da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) cederem à pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por maior financiamento das Forças Armadas, investidores passaram a apostar que as empresas europeias do setor de defesa seriam beneficiadas.
“Desde então, os europeus perceberam que o rearmamento não é um processo fácil. As ações do setor de defesa caíram diante de preocupações de que governos com dificuldades financeiras não cumpram suas promessas de gastos caso haja paz na Ucrânia”, destacou a reportagem.
Segundo a matéria, o avanço do uso de drones em conflitos no Oriente Médio e no Golfo Pérsico tem ampliado o debate sobre quais equipamentos devem ser adquiridos e se sistemas caros, como tanques e artilharia, continuam relevantes no campo de batalha.
Entre os exemplos citados está o projeto franco-alemão para a criação do caça europeu de nova geração, conhecido como FCAS, que teria fracassado em razão de divergências entre as partes envolvidas.
A reportagem também menciona que a empresa alemã de defesa Rheinmetall perdeu um contrato bilionário para a construção de fragatas, depois que políticos manifestaram insatisfação com o aumento dos custos.
Nos últimos anos, a Rússia tem observado uma atividade sem precedentes da OTAN em suas fronteiras ocidentais. A aliança tem ampliado suas iniciativas, classificadas pelo bloco como medidas de “contenção da agressão russa”. Autoridades russas, por sua vez, já expressaram em diversas ocasiões preocupação com o aumento da presença militar da OTAN na Europa.
O Ministério das Relações Exteriores da Rússia reiterou diversas vezes que Moscou permanece disposta a dialogar com a OTAN, desde que em condições de igualdade, e defende que o Ocidente abandone a política de militarização do continente.
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