Geral
Governo lança política de saúde para população em situação de rua
Ministério da Saúde prevê distribuir 300 unidades móveis pelo país para realizar consultas, exames e curativos diretamente nas ruas
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, lançou nesta quarta-feira (24), em São Paulo (SP), a Política Nacional de Atenção à Saúde da População em Situação de Rua.
O governo federal informou que irá distribuir, ainda este ano, 300 unidades móveis de saúde padronizadas em todo o país. Os veículos serão equipados para realizar consultas, exames e curativos diretamente nas ruas.
O anúncio foi feito na Pastoral de Rua, na região da Luz, em parceria com o padre Júlio Lancellotti, referência nacional no atendimento à população em situação de vulnerabilidade.
“Não tinha outro lugar para a gente lançar essa política nacional”, afirmou Padilha. O ministro relembrou que, em sua primeira passagem pelo Ministério da Saúde, em 2011, transformou iniciativas espalhadas pelo país na primeira portaria permanente voltada à saúde da população em situação de rua, com base direta no trabalho realizado pela pastoral paulistana.
Segundo o ministério, as 300 unidades móveis serão compradas e padronizadas pela pasta. A estrutura permitirá a realização de exames ginecológicos, consultas, coleta de sangue, testes rápidos, curativos e atividades de educação em saúde.
“Vão até onde as pessoas estão na rua”, disse Padilha.
A estrutura foi definida pelo ministro como uma unidade básica de saúde adaptada à realidade das ruas. Entre as prioridades, Padilha destacou o atendimento às mulheres e o início precoce do pré-natal.
“A gente vai lá até onde as pessoas estão para fazer o pré-natal mais rápido”, afirmou.
Na última terça-feira (23), Padilha cumpriu agenda na zona leste de São Paulo, onde o governo federal entregou novos equipamentos de radioterapia e um PET scan ao SUS local. O ministro relatou a reação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que possui plano de saúde privado, ao conhecer os aparelhos entregues pelo governo.
“O médico mostrou o equipamento para ele e ele descobriu que a gente está usando tecnologia mais moderna do que a que ele usa”, declarou.
Caso Jaques Wagner
Padilha também afirmou acompanhar a posição do atual titular da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) sobre o caso do senador Jaques Wagner (PT-BA).
“Eu fui ministro da Coordenação Política no ano passado. O próprio ministro da Coordenação Política já falou sobre isso, eu sigo a posição do ministro da Coordenação Política, o atual ministro da SRI”, declarou Padilha, ao ser questionado sobre o caso.
A fala ocorre no contexto da crise política aberta pela nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (18). A investigação apura se Wagner recebeu vantagens econômicas indevidas no âmbito do suposto esquema envolvendo o Banco Master, incluindo um apartamento de R$ 2,45 milhões em Salvador.
Apesar de negar irregularidades e afirmar estar tranquilo em relação à investigação, o senador deixou o posto de líder do governo no Senado. Segundo Wagner, a decisão foi tomada em “comum acordo”, durante reunião no Palácio do Planalto com Lula, marcada por uma “conversa entre amigos”.
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