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EUA negam fim de sanções ao Irã, que cobra cumprimento de acordo

Mike Waltz afirma que medidas estão apenas suspensas durante as negociações; Teerã acusa Washington de declarações contraditórias

Estadao Conteudo 24/06/2026
EUA negam fim de sanções ao Irã, que cobra cumprimento de acordo
- Foto: AP/Vahid Salemi

O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, afirmou que as sanções contra o Irã não foram encerradas e permanecem apenas suspensas temporariamente enquanto durarem as negociações. Em resposta, Teerã endureceu o tom e cobrou que Washington cumpra os termos do memorando de entendimento.

“Se o Irã não cumprir sua parte do acordo, se não negociar de boa-fé, se não estiver preparado para finalmente abandonar essa obsessão com o programa nuclear, as sanções serão reimpostas e todas as opções estarão sobre a mesa”, declarou Waltz nesta quarta-feira, em entrevista à Fox News.

Segundo o representante norte-americano, os recursos desbloqueados serão depositados em uma conta de garantia controlada pelos Estados Unidos. Com o dinheiro, Teerã ficaria obrigada a comprar excedentes de safras de agricultores norte-americanos, como trigo, soja e outros produtos agrícolas.

Waltz afirmou ainda que a economia iraniana está “devastada”, assim como o Exército do país. Ele também disse que a situação no Líbano teria melhorado. “Pela primeira vez na história, temos negociações diretas entre o governo libanês e o governo israelense, com o objetivo de finalmente desarmar o Hezbollah”, declarou.

Em paralelo, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, manifestou desconfiança em relação aos Estados Unidos. Em publicação na rede social X, Baghaei afirmou que os norte-americanos devem seguir o que foi estabelecido no acordo e evitar interpretações que estejam em “total desacordo” com o texto do tratado.

“As declarações contraditórias de autoridades americanas a respeito do memorando de entendimento para pôr fim à guerra imposta não farão nada para diminuir a desconfiança acumulada dos iranianos e servirão apenas como um lembrete de quebras de confiança passadas”, escreveu o porta-voz.