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MEC atribui queda do analfabetismo no Brasil a políticas educacionais

Segundo a Pnad Educação 2025, país chegou a 8,4 milhões de pessoas não alfabetizadas com 15 anos ou mais, menor taxa da série histórica

Agência Brasil 24/06/2026
MEC atribui queda do analfabetismo no Brasil a políticas educacionais
MEC atribui queda histórica do analfabetismo a políticas educacionais e expansão de matrículas

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, afirmou nesta quarta-feira (24), em Fortaleza, que o Brasil atingiu a menor taxa de analfabetismo de sua história entre a população com 15 anos ou mais. O dado consta da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação 2025, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o levantamento, o país tinha 8,4 milhões de pessoas não alfabetizadas nessa faixa etária, o equivalente a 4,9% da população brasileira. Trata-se do menor percentual da série histórica iniciada em 2016. Leia também a reportagem da Agência Brasil sobre os dados do IBGE.

Segundo parâmetros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), citados pelo ministro, o patamar indica que o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil.

“Nós passamos 526 anos perseguindo esse número. De acordo com a Unesco, isso quer dizer que, no Brasil, pela primeira vez na história, o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural. Nós estamos caminhando para a erradicação do analfabetismo”, declarou Barchini.

O anúncio foi feito durante evento no Ceará, ao lado do ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana (PT-CE) e do governador Elmano de Freitas.

Matrículas no EJA

De acordo com o ministro, o resultado reflete políticas de recomposição de matrículas adotadas desde 2023 na Educação de Jovens e Adultos (EJA), especialmente nas regiões Norte e Nordeste. O cenário de retração, segundo ele, vinha se arrastando desde 2019.

“Nós tivemos no ano passado 40 mil matrículas a mais do que nos anos anteriores. Isso já se mostra em resultados, já se mostra com a queda do analfabetismo”, comemorou o ministro.

Queda na evasão

Barchini também destacou três indicadores educacionais que, segundo ele, apresentaram melhoras simultâneas inéditas:

  • Abandono escolar: queda acumulada de 61% desde 2022;
  • Reprovação: redução de 62% em todo o território nacional, impulsionada pelo aumento da frequência e do engajamento dos estudantes;
  • Distorção idade-série: diminuição de 28% no número de alunos fora da idade adequada para a série que cursam.

“Pela primeira vez, nós temos esses três dados: diminuição do abandono, diminuição da reprovação e diminuição da distorção idade-série. Mas, mais do que isso, tudo isso aconteceu sem diminuir a qualidade da educação”, afirmou o ministro.

Barchini citou ainda outras ações federais adotadas desde 2023, como a expansão das escolas em tempo integral, a estratégia nacional de Escolas Conectadas e o aumento da complementação da União ao Fundeb em mais de R$ 40 bilhões.

“Nós temos hoje o maior orçamento da história do Ministério da Educação, um conjunto de ações que contribuíram para que a gente chegasse nesses resultados”, disse.

Na avaliação do ministro, um dos principais fatores para a melhora dos índices educacionais é o programa Pé-de-Meia, coordenado pelo MEC. A iniciativa oferece incentivo financeiro do governo federal a estudantes do ensino médio público, condicionado à frequência escolar.

“O Pé-de-Meia é um programa que existe com frequência escolar. Os jovens estão frequentando mais a escola, estão faltando menos, estão prestando mais atenção nas aulas”, afirmou.