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Bolsas de NY fecham sem direção única, com tecnologia pressionada por temor de juros altos

Nasdaq voltou a recuar em meio à cautela com empresas ligadas à inteligência artificial e à expectativa sobre balanço da Micron

Estadao Conteudo 24/06/2026
Bolsas de NY fecham sem direção única, com tecnologia pressionada por temor de juros altos
- Foto: Reprodução

As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta quarta-feira (24) sem direção única, com o Nasdaq novamente penalizado pela pressão sobre o setor de tecnologia ligado à inteligência artificial (IA). O movimento foi influenciado pela perspectiva de juros mais altos pelo Federal Reserve (Fed) e pela cautela dos investidores antes da divulgação do balanço da Micron, prevista para depois do fechamento do mercado.

O Dow Jones fechou em alta de 0,36%, aos 51.850,87 pontos. O S&P 500 caiu 0,10%, para 7.358,39 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 0,43%, encerrando aos 25.476,64 pontos.

As preocupações com os gastos financiados por dívida das grandes empresas de tecnologia e a possibilidade de uma postura mais rígida do Fed direcionaram as perdas dos mercados nesta semana, com impacto mais forte sobre o Nasdaq, índice concentrado em companhias do setor tecnológico.

As ações da Micron caíram 0,37%, enquanto os papéis da Sandisk, também fabricante de memória, recuaram mais de 2%. As duas empresas já haviam despencado 13% no pregão anterior. Outras ações do segmento de semicondutores, como AMD e Intel, também registraram queda.

A nova baixa dos preços do petróleo, a terceira nesta semana, pressionou as ações do setor de energia. Exxon Mobil, Chevron e ConocoPhillips recuaram mais de 2% cada. Já o fundo State Street Energy Select Sector, que acompanha o desempenho do segmento, teve queda de quase 2%.

Para a Capital Economics, as dúvidas sobre o futuro da onda de investimentos em IA, a rápida valorização das ações de chips e o impacto de um Fed mais duro sob Kevin Warsh afastaram Wall Street da correlação com o petróleo. “Desde que a reescalada seja evitada, achamos que os fatores macro domésticos, e não as flutuações diárias do petróleo, voltarão a ser a principal influência sobre os mercados”, avaliou a consultoria.

Na contramão do mercado, ações de construtoras e fabricantes de materiais de construção avançaram em Nova York após a aprovação, nas duas casas do Congresso americano, de um projeto de lei voltado à redução dos custos de moradia. A Builders FirstSource subiu 11%, a PulteGroup ganhou 7,2% e a KB Home avançou 16,7%.