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Ministro do Trabalho defende saída temporária de Jaques Wagner da liderança no Senado

Luiz Marinho afirmou que o senador do PT poderia se afastar para se dedicar à defesa nas investigações relacionadas ao Banco Master

Sputnik Brasil 24/06/2026
Ministro do Trabalho defende saída temporária de Jaques Wagner da liderança no Senado
Luiz Marinho defende afastamento temporário de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado - Foto: © Foto / Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, defendeu nesta quarta-feira (24) que o senador Jaques Wagner (PT-BA) deixe temporariamente a liderança do governo no Senado para se dedicar à própria defesa nas investigações da Polícia Federal relacionadas ao Banco Master.

Segundo Marinho, a permanência no cargo e as apurações devem ser tratadas como questões separadas. Ainda assim, o ministro avaliou que um afastamento poderia dar ao parlamentar melhores condições de atuar em sua defesa.

“Há momentos em que, às vezes, a pessoa tem que deixar sua posição para se defender, para ter mais condições de atuar, em vez de permanecer na função que está exercendo”, afirmou o ministro.

Marinho acrescentou que, se estivesse na posição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), optaria pela substituição de Wagner no comando da articulação do governo no Senado.

Apesar da declaração, o ministro ressaltou a relação de proximidade com o senador e afirmou respeitar sua trajetória política. Marinho disse ter telefonado para Wagner após a operação da PF para prestar solidariedade e lembrou que o parlamentar já enfrentou investigações anteriores que, segundo ele, terminaram sem comprovação das acusações.

“Eu torço para que, de fato, não tenha absolutamente nada em relação ao Wagner, que é uma pessoa de quem a gente gosta e que respeita muito”, declarou.

Marinho também citou uma manifestação do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad, que teria afirmado que Wagner não atuou em favor do Banco Master no Congresso. Segundo ele, Haddad participou diretamente dos debates sobre o tema e teria conhecimento sobre o assunto.

Haddad havia ressaltado a posição contrária do senador baiano em relação ao Master, ao afirmar que Wagner “ajudou o governo a bloquear interesses da instituição” no Congresso Nacional.

“Ele agiu contra o Master, inclusive, a meu pedido. Conversamos sobre essa emenda, e eu expliquei a situação e a necessidade de votarmos contra”, disse Haddad.

Por outro lado, Simone Tebet (MDB-MS) afirmou que Wagner deveria deixar a liderança para evitar desgastes ao governo Lula.

“Para não expor o próprio governo, ele deve pedir, obviamente, a meu ver, o afastamento. Até para que possa cuidar de sua defesa e fazer os movimentos que achar pertinentes”, declarou.

A situação de Wagner é acompanhada pelo Palácio do Planalto, que avalia os impactos políticos das investigações em meio ao cenário eleitoral. O senador se reuniu com Lula nesta quarta-feira, no Palácio da Alvorada, para discutir sua permanência ou não na liderança do governo no Senado.